Casas dos bancos já pesam quase 30% das vendas da Century 21

Ricardo Sousa, administrador Century 21
Ricardo Sousa, administrador Century 21

A Century 21 voltou a reforçar as vendas de casas dos bancos. No final do ano passado, estes imóveis eram 25% das transacções desta mediadora, mas no primeiro semestre deste ano já representavam 42%. E no volume de negócios passaram a pesar 29%, apesar do valor médio das casas ser de apenas 76 mil euros.

Contudo, diz o administrador Ricardo Sousa, esta não é uma tendência do mercado, mas sim uma aposta da empresa. “A tendência actual passa por uma redução da carteira em venda destes imóveis pelo que o crescimento destes indicadores resulta da especialização da Century 21 neste segmento de mercado”, explicou ao Dinheiro Vivo.

A empresa até estabeleceu parcerias com o BCP, CGD e BES e está a formar comerciais para venderem imóveis da banca, principalmente os não residenciais, como cafés, lojas ou restaurantes, que conta Ricardo Sousa, já são “mais de 60% da oferta”.

“A maioria dos operadores locais não tem experiência ou condições para trabalhar de forma eficaz os imóveis não residenciais. Esta tipologia exige uma especialização própria e neste momento já temos dez lojas incluídas num projecto-piloto de formação para a especialização neste segmento de mercado”, acrescenta.

Esta aposta nas casas da banca foi definida já no ano passado e tem sido uma das causas para a melhoria do desempenho global da empresa. No primeiro semestre do ano, a Century 21 registou uma faturação de 4,9 milhões de euros, mais 21% que no período homólogo, que diz Ricardo Sousa, está “diretamente relacionado “com o aumento do valor médio dos imóveis transacionados pela rede Century 21, quer no segmento de imóveis de particulares, quer no segmento de imóveis da banca.”

Em média, as casas vendidas rondaram os 100 mil euros, mais 19% que no período homólogo, com a margem sul e o Algarve a serem os zonas onde os preços mais subiram, respetivamente para médias de 82 mil e 129 mil euros.

O número de operações de vendas também subiu no semestre – 1,3% para 2550 -, mas a causa já foi outra. “Observamos a continuação da tendência, já verificada em 2012, de se registarem cada vez mais pessoas e instituições a recorrerem aos serviços da mediação imobiliária para comprar e vender os seus imóveis”, explicou. A isto juntam-se os arrendamentos – que representam já mais de 50% do negócio – perfazendo um total de 5311 transacções nos primeiros seis meses do ano.

Mais lojas a Norte

A Century 21 é a terceira maior mediadora no mercado português, com um total de 60 lojas, mas ainda está longe da Remax e da Era e por isso mantém uma expansão mais expressiva. Ricardo Sousa acredita “o potencial de lojas para qualquer uma das três grandes redes internacionais a operar em Portugal é de 120 a 150 lojas por rede” e neste momento o foco da Century 21 é o norte do país.

Já este ano, a empresa abriu as duas primeiras lojas no Porto e nos próximos meses abrirá mais uma na zona das Antas e na Maia e depois em Coimbra. Mas “existem vários mercados em que temos ainda espaços com muito potencial para abertura de lojas como Lisboa, Linha de Cascais, Algarve”, acrescentou o mesmo responsável.

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