Lisbon Mobi Summit

Cascais defende correção de preços nos passes sociais

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O concelho de Cascais escolheu ser uma autoridade municipal na gestão de transportes. Nuno Piteira Lopes, vereador da Câmara Municipal, realçou como nos últimos meses foram criadas infraestruturas para fomentar a utilização dos transportes públicos.

No entanto, o vereador quis antes de continuar a sua intervenção na Lisbon Mobi Summit, revelar números que, como salientou, apelam a uma reflexão, num debate com o tema Mobilidade Local, Visão Global. “No concelho gasta-se 12 milhões de euros para todos os dias se recorrer o lixo. Os transportes gratuitos custariam 12 milhões.”

Em 20 anos a população de Cascais passou de 120 mil para 210 mil. A utilização de transportes públicos é limitada, com o carro a ser o principal meio eleito, mesmo que de comboio só demore 35 minutos a chegara Lisboa e de carro, na A5, se ter uma espera de hora e meia pela frente, como o autarca exemplificou.

Cascais apostou então na construção de parques de estacionamento junto às estações de comboio, com o passe a incluir esse custo. “Pagam menos dois euros do que pagavam antes pelo passe”, afirmou. Foram ainda negociados com CP, Metro e Carris pacotes de mobilidade. Dentro do concelho, através do Mobi Cascais, os menores de 14 anos não pagam nos transportes públicos e quem tem mais de 65 só paga 25% do valor.

A pensar já a nível nacional, Nuno Piteira Lopes considera que “a questão do preço é essencial”. O vereador disse que não se pode obrigar as pessoas a pagar por um passe separado para cada meio de transporte e depois ver uma viagem ao Porto ser mais barata. “[Os passes] não podem ser uma questão municipal”, afirmou.

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