Coronavírus

Casinos perdem 65% da receita de jogo em março

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Os casinos apresentaram uma receita global de 61,1 milhões de euros no acumulado do primeiro trimestre, um decréscimo de 17,5% face ao homólogo.

Os onze casinos a operar em Portugal registaram, em março, uma quebra de 65% nas receitas provenientes da atividade do jogo. No mês passado, os proveitos situaram-se nos 9 milhões de euros, valor que compara com os 25,8 milhões gerados em igual período de 2019.

Esta quebra abrupta deve-se, essencialmente, ao encerramento das salas a partir de 14 de março, uma medida que visou a contenção da propagação da pandemia do novo coronavírus. Tróia não disponibilizou informações sobre as receitas do passado mês, realça a Associação Portuguesa de Casinos.

Este decréscimo nas receitas já conduziu o grupo Solverde – concessionário dos casinos de Espinho, Chaves e dos três do Algarve (Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo – a solicitar o lay-off para a grande maioria dos seus colaboradores. O grupo Estoril-Sol também não descarta esta possibilidade dada a inexistência de receitas devido ao fecho das salas.

No acumulado do primeiro trimestre, os casinos apresentaram uma receita global de 61,1 milhões de euros, uma descida de 17,5% face aos 74,1 milhões gerados em igual período de 2019. Excluindo Tróia, que só divulgou dados de janeiro e fevereiro, foi o Casino Lisboa que registou a performance mais negativa no trimestre, com um decréscimo de proveitos de jogo de 21,4% para 16 milhões.

Dentro do grupo Estoril-Sol, detido maioritariamente por Stanley Ho, o casino do Estoril contabiliza uma quebra de 13% no primeiro trimestre face ao período homólogo, para 12,8 milhões. A sala da Póvoa caiu 17,9% para 9 milhões.

No universo do grupo Solverde, liderado por Manuel Violas, o casino de Espinho apresenta um decréscimo de 15,7% no acumulado dos três primeiros meses do ano, totalizando 9,9 milhões de euros de receitas com a atividade do jogo. A sala de Chaves tem uma quebra de 18,3% para 1,4 milhões. Os três casinos da zona de jogo do Algarve ficaram-se pelos 6 milhões de euros, menos 13%.

O casino da Figueira da Foz, da Amorim Turismo, garantiu três milhões de euros de proveitos no primeiro trimestre do ano, uma descida de 20,1%.

O grupo Pestana, que explora o casino da Madeira, viu as receitas de jogo caírem 10,3% no trimestre, registando dois milhões de euros.

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