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Caso Khashoggi: Donald Trump defende príncipe saudita

REUTERS/Jonathan Ernst
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Contrariando a CIA, que aponta como culpado pela morte do jornalista o príncipe saudita, Trump afirma manter-se firme ao lado da Arábia Saudita.

Donald Trump comprometeu-se a permanecer como um “parceiro firme” da Arábia Saudita, apesar das acusações que recaem sobre o príncipe do regente saudita, Mohammed bin Salman, à cerca da morte do jornalista Jamal Khashoggi, no mês passado.

Apesar de as conclusões dos relatórios de investigação da CIA indicarem que a morte do jornalista do Washington Post foi ordenada pelo príncipe saudita, noticia a Reuters, o Presidente norte-americano defende que os serviços secretos ainda estão a investigar. “Podemos nunca saber quais foram todos os contornos sobre a morte de Jamal Khashoggi. Em qualquer dos casos, a nossa relação é com a Arábia Saudita”, declarou, salientando que não existe a certeza absoluta de que o príncipe está diretamente ligado ao assassinato.

Donald Trump disse inclusivamente que a CIA ainda não tem todos os contornos do assassinato e não tem “nada definitivo” sobre o assassino, contrariando assim vários relatórios conhecidos e que indicam que o príncipe ordenou o assassinato do jornalista saudita, uma vez que era um forte crítico do regime.

Nas últimas semanas, Donald Trump tem dado várias indicações. Esta terça-feira, o Presidente dos EUA salientou que a compra de armas pela Arábia Saudita e o seu papel em manter os preços do petróleo mais baixos influenciaram a sua decisão de não criticar abertamente o regime saudita. “Não vou destruir a economia mundial nem a economia do meu país ao ser insensato com a Arábia Saudita”, referiu.

A Arábia Saudita é um dos maiores produtores mundiais de petróleo e o principal dentro da OPEP, exportando milhares de barris para todo o mundo. Além disso, tem sido ao longo dos últimos anos um grande aliado dos EUA no Médio Oriente.

As declarações de Trump surgem numa altura em que os investidores têm-se afastado do petróleo devido a uma combinação de fatores: por um lado a venda global de ações e por outro as crescentes dúvidas que surgem no mercado relativamente ao compromisso da OPEP com os cortes na produção da matéria-prima. Depois de atingirem máximos de quatro anos em outubro, os preços do petróleo caíram até agora cerca de 30%, indica a Bloomberg.

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