Investigação

Caso Raríssimas leva à queda da presidente da associação e secretário de Estado

Paulo Brito e Costa, ex-presidente da Raríssimas
Paulo Brito e Costa, ex-presidente da Raríssimas

Demitiu-se esta terça-feira Paula Brito e Costa, presidente e fundadora da Associação de Deficiências Mentais e Raras Raríssimas. “A minha presença já está a afetar a instituição e tenho de sair. Esta é uma cabala muito bem feita”, afirma em notícia avançada pelo Expresso.

A demissão acontece três dias depois de a TVI ter emitido uma reportagem sobre a gestão da Raríssimas, associação financiada por subsídios do Estado e donativos, numa investigação que mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, alegando que a sua presidente terá usado dinheiro em compra de vestidos e vários gastos pessoais.

Também esta terça-feira, o secretário de Estado da Saúde sai do Governo, noticia o Público. Manuel Delgado foi consultor da Raríssimas entre 2013 e 2014 e terá recebido um total de 63 mil euros pela colaboração com a associação, segundo a reportagem da TVI.

Na segunda-feira, a Procuradoria-Geral da Republica (PGR) informou que o Ministério Público está a investigar a Raríssimas, após uma denúncia anónima relativa a alegadas irregularidades na gestão financeira e ao uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.

No mesmo dia, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou que vai “avaliar a situação” da Raríssimas e “agir em conformidade”, após a denúncia de alegadas irregularidades na gestão financeira e de uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.

Antes da posição do ministério, a direção da Raríssimas divulgou um comunicado na rede social Facebook no qual diz que as acusações apresentadas na reportagem são “insidiosas e baseadas em documentação apresentada de forma descontextualizada”, afirmando que as despesas da presidente em representação da associação estão registadas “contabilisticamente e auditadas, tendo sido aprovadas por todos os órgãos da direção”.

A direção da Raríssimas destaca ainda que, “contrariamente ao que foi dito na reportagem, não está em causa a sustentabilidade financeira” da associação.

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