Turismo

Castelo Branco investe um milhão para atrair escolas de pilotos e turistas

A autarquia de Castelo Branco quer atrair turismo. Fotografia: D.R.
A autarquia de Castelo Branco quer atrair turismo. Fotografia: D.R.

Autarquia construiu nova torre de controlo e um hangar no aeródromo municipal para reforçar condições de atração da aviação privada

A caça é um dos principais alimentos do aeródromo de Castelo Branco. Mas a pista municipal prepara-se, agora, para novos voos. A autarquia acaba de investir um milhão de euros na construção de uma nova torre de controlo e num hangar que vai permitir estacionar várias aeronaves. “Foi um investimento que saiu do orçamento municipal, e sem apoios comunitários, para reforçar o contributo do aeródromo enquanto apoio ao desenvolvimento da economia”, conta ao Dinheiro Vivo o Presidente da Câmara, Luís Correia, que quer ver reforçada a utilização da pista por estrangeiros que cruzam a Europa para caçar na Beira Baixa, e não só.

Desde que nasceu, em 2004, o espaço já recebeu um investimento que ronda os sete milhões de euros. Mas este último impulso financeiro poderá ser o mais importante. A Câmara Municipal quer colocar Castelo Branco na rota da aviação privada, a que a caça já dá algum impulso, e atrair para a Beira Baixa escolas de aviação como outros aeródromos conseguiram fazer. Para já, a pista serve duas escolas, a G Air, de Ponte de Sôr, e a Nortavia, com sede no Porto, que utilizam a base para treinar aproximações e aterragens. “Podemos dizer que há conversações com uma outra escola de pilotos, mas ainda a um nível muito preliminar”, diz o responsável autárquico.

No ano passado, a pista de Castelo Branco realizou 2786 movimentos, um número que poderá ganhar escala se for implementada uma espécie de carreira ou táxi aéreo como aeródromos de classificação semelhante (Viseu ou Bragança) já oferecem. Para este passo, será necessário avançar com a implementação de um Serviço de Informação de Voo em Aeródromo (AFIS), que oferece serviços de apoio terrestre, que este tipo de operações habitualmente privilegiam. A autarquia garante que as autorizações estão para breve.

“Acreditamos que a construção de uma torre de controlo e de um hangar para aeronaves vão permitir uma nova valência ao aeródromo e permitir dar continuidade para que o aeroclube se instale”, realça ainda Luís Correia, admitindo que, o grande objetivo é maior: “O maior retorno é a possibilidade desenvolver o turismo e com ele as atividades económicas de toda a região”.

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