Catarina Martins pede "resultados concretos" à nova administração da CP

O Governo nomeou hoje Nuno Freitas como novo presidente da CP.

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, pediu hoje "resultados concretos" à nova administração da CP - Comboios de Portugal, por forma a garantir "uma mudança" nos transportes em todo o país.

"Nunca discutimos as nomeações por nomes, discutimos sempre as políticas", começou por dizer a líder do BE.

Catarina Martins foi hoje questionada sobre a nomeação, por parte do Governo, de Nuno Freitas como novo presidente da CP, que sucede a Carlos Nogueira, cujo mandado terminava no final deste ano.

Falando aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, à margem de uma reunião com a CGTP, a bloquista lembrou as "grandes divergências com a forma como foi a gestão da CP ao longo do tempo" e salientou que o que quer ver agora "é resultados concretos de uma mudança".

"Não nos interessa a troca de cadeiras, interessa-nos sim políticas para os transportes, políticas que garantam os transportes em todo o país, nomeadamente o transporte ferroviário, e também o respeito pelos trabalhadores", advogou.

O Governo nomeou hoje Nuno Freitas como novo presidente da CP - Comboios de Portugal, num Conselho de Administração alargado a cinco elementos.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o Governo nomeou também Pedro Miguel Sousa Pereira Guedes Moreira, Maria Isabel de Magalhães Ribeiro, Pedro Manuel Franco Ribeiro e Ana Maria dos Santos Malhó, respetivamente para os cargos de vice-presidente e vogais do Conselho de Administração da CP.

Ana Malhó é a única administradora que transita da anterior administração, que tinha três elementos e que agora é alargada para cinco.

Nuno Freitas é licenciado em Engenharia Eletrónica pela Universidade de Aveiro, com MBA em Gestão de Empresas pela EGE - Universidade Católica do Porto e ESADE Business School Barcelona e exerceu funções na Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF).

Atualmente ocupava o cargo de diretor-geral da Nomad Tech, 'joint-venture' entre a empresa de manutenção e a Digital Nomad.

No mês passado, o ministro das Infraestruturas e Habitação anunciou um plano de investimento de 45 milhões de euros para recuperar "material circulante encostado" e contratar 187 trabalhadores para CP e EMEF.

Pedro Nuno Santos defendeu este "plano de recuperação do serviço público ferroviário", entre 2019 e 2022 e cuja primeira fase se estende por 18 meses, a partir do segundo semestre deste ano (nove milhões de euros), com vista à reparação de "cerca de 70 unidades, entre carruagens, automotoras e locomotivas", em conferência de imprensa, após uma reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa.

O responsável pela tutela revelou ainda que o executivo pretende "iniciar o processo de fusão" entre a empresa pública de transporte por caminhos-de-ferro e a empresa de manutenção do material circulante até 31 de dezembro, para "otimização dos recursos e melhor articulação".

Pedro Nuno Santos adiantou ainda a intenção de promover desde já a contratação, após os devidos procedimentos concursais, de 67 novos funcionários para a EMEF - além da substituição automática dos trabalhadores que se vão reformando - e de outros 120 trabalhadores para a CP (40 maquinistas, 40 revisores, 20 assistentes comerciais e outros 20 com funções a definir pela administração da empresa.

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