Impostos

Catarina Martins: Combate ao crime fiscal é priorioritário para o BE

Catarina Martins
Catarina Martins

O combate ao crime económico, à corrupção e à evasão fiscal são prioridades que se vão manter na agenda do Bloco de Esquerda (BE).

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, reiterou este domingo que o combate ao crime económico, à corrupção e à evasão fiscal são prioridades que se vão manter na agenda do partido.

“O Bloco vai manter na agenda, em todas as áreas, o combate ao crime económico, à corrupção e à evasão fiscal, porque é preciso seguir o rasto do dinheiro”, afirmou a líder do BE, em Portimão, durante a sua intervenção no jantar comemorativo do 19.º aniversário do partido.

Para Catarina Martins, é essencial saber para onde foi o dinheiro, “porque sempre que alguém diz que não há dinheiro para tudo, é preciso perguntar, para onde é que foi o dinheiro num país onde se trabalha tanto e se tem tão baixos salários e pensões”.

“Para onde vai a riqueza deste país, desta gente que trabalha tanto”, questionou a líder bloquista, acrescentando que “não há combate ao crime económico, à corrupção e à evasão fiscal, sem seguir o rasto do dinheiro”.

Perante uma plateia com mais de uma centena de pessoas, Catarina Martins defendeu o levantamento do sigilo bancário como um dos caminhos para combater o crime, lamentando que a “proposta só tenha sido aprovada depois de apresentada pela sétima vez pelo Bloco, no parlamento”.

“Agora temos de fazer o trabalho na especialidade e Portugal vai ter uma lei que nos permita proteger o que é de todos”, indicou Catarina Martins, lembrando que os “partidos têm de ser coerentes com o que já votaram na generalidade”.

Para Catarina Martins, o levantamento do sigilo bancário “irá permitir saber, finalmente, quem são os devedores em incumprimento que põem em risco a banca e que obrigaram a dar tanto dinheiro ao sistema financeiro que faz tanta falta ao Estado social”.

“Queremos saber qual foi o assalto ao país e quem o fez, para que não mais aconteça a este país o assalto sistemático a que temos assistido e que o fisco possa ter acesso a contas bancárias quando precisa de verificar os dados dos impostos para seguir o rasto do dinheiro”, concluiu.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Estado já concedeu quase 20 mil milhões à banca

Fotografia: REUTERS/Reinhard Krause

Fitch baixa previsões de crescimento mundial devido a guerra comercial

( Pedro Rocha / Global Imagens )

Défice atinge 1,9% até junho. Meta do governo é de 0,7%

Outros conteúdos GMG
Catarina Martins: Combate ao crime fiscal é priorioritário para o BE