Economia

Católica revê ligeiramente em baixa previsão de crescimento para 2% em 2019

Ministro das Finanças, Mário Centeno

(Filipe Amorim/Global Imagens)
Ministro das Finanças, Mário Centeno (Filipe Amorim/Global Imagens)

Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa corta uma décima na estimativa de crescimento do ano que passou.

O Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica estima que o crescimento da economia portuguesa em 2019 terá sido de 2%, abaixo dos 2,4% de 2018, mas “continuando a recuperação económica iniciada em 2013”.

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% em 2019 significa uma ligeira revisão em baixa, uma vez que em outubro passado os economistas da Católica previam que em 2019 o crescimento fosse de 2,1%.

Já para o quarto trimestre, os economistas da Católica preveem que a economia portuguesa tenha crescido 1,9% em relação ao mesmo trimestre de 2018 (variação homóloga) e 0,5% face ao trimestre anterior (variação em cadeia), segundo a folha de conjuntura hoje divulgada.

No terceiro trimestre, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB subiu 1,9% face ao mesmo trimestre de 2018 e 0,3% face ao trimestre anterior.

De acordo com a folha de conjuntura, “a generalidade dos indicadores de alta frequência aponta no sentido da estabilização do crescimento homólogo, o que é compatível com uma ligeira aceleração em cadeia” no quarto trimestre.

Quanto às previsões para 2020, o NECEP mantém a previsão de crescimento do PIB de 1,9%, apesar das incertezas várias que persistem, como a evolução da economia da zona euro. Para o total da zona euro, o NECEP estima um crescimento do PIB de 1,2% em 2020.

Já para 2021 a perspetiva de crescimento é de 1,7% e para 2022 de 1,6%, antecipando assim que se mantenha a recuperação, mas a um ritmo mais lento.

Sobre a taxa de desemprego, a estimativa é que tenha ficado em 6,7% entre outubro e dezembro de 2019 (acima dos 6,1% do trimestre entre julho e setembro), o que atribuem a “resultado de efeitos sazonais, com os indicadores disponíveis a sinalizarem ausência de evolução em termos homólogos”.

No conjunto do ano a taxa de desemprego terá sido de 6,5%, abaixo dos 7% de 2018.

Ainda no quarto trimestre de 2019, o investimento terá crescido 7,7%, o que considera o NECEP “um bom registo, mas insuficiente para sustentar a continuação da recuperação do PIB claramente acima dos 2% ao ano”.

Por fim, estima que no quarto trimestre as exportações terão crescido 2,5%, abaixo das importações, mas sem pôr em causa o equilíbrio das contas externas, enquanto o consumo privado ficou nos 2,3%.

Sobre a perspetiva do Governo de excedente orçamental de 0,2% do PIB este ano, o NECEP considera essa meta “simbólica e histórica”, mas avisa que “uma primeira leitura [à proposta orçamental] não permite identificar as medidas que suportam a melhoria do saldo em 0,3 pontos percentuais do PIB”.

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