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Cavaco Silva: Portugal “está no caminho certo” depois de “saída limpa”

Crescimento sustentável, criação de emprego e  descarbonização da economia são prioritários em 2016, defende o presidente. Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens
Crescimento sustentável, criação de emprego e descarbonização da economia são prioritários em 2016, defende o presidente. Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens

Cavaco lembra que Portugal não pode deixar de ter o crescimento económico como objetivo

O Presidente da República, Cavaco Silva, considera que Portugal está “no caminho certo” depois de ter conseguido “uma saída limpa” do programa de ajustamento e afirmou esperar que o país “mantenha a trajetória”.

Ao lado do presidente da República da Irlanda, Michael Higgins, que se encontra em visita de Estado a Portugal, Cavaco Silva lembrou, esta quarta-feira que os dois países passaram por um programa de ajustamento económico e financeiro e sublinhou que Portugal “não pode deixar de ter como objetivo o crescimento económico e a criação de emprego”.

“Nós invejamos a taxa de crescimento económico que recentemente a Irlanda tem vindo a alcançar. Quando ouvimos falar em 5 ou 6 por cento de crescimento económico, não há país na União Europeia que não tenha inveja da Irlanda”, declarou, na conferência de imprensa conjunta com o presidente irlandês, que decorreu na Sala das Bicas do Palácio de Belém.

“Estou convencido que depois de termos conseguido alcançar uma saída limpa do programa de ajustamento e de ter regressado aos mercados, com taxas de juro bastante favoráveis, Portugal está no caminho certo e eu espero que mantenha essa trajetória de crescimento económico e criação de emprego”, disse.

Questionado sobre se considera vital que o Orçamento do Estado para 2016 dê entrada ainda antes de terminar o seu mandato, Cavaco Silva escusou-se a responder, declarando apenas que “todos os diplomas que chegam ao PR são objeto de uma análise aprofundada nas diferentes assessorias antes de o Presidente tomar uma decisão quanto à sua promulgação”. E que neste momento não há “diplomas em suspenso” na Presidência da República para serem analisados.

Interrogado sobre se consideraria natural que o órgão de consulta do Presidente da República – Conselho de Estado – reflita a nova composição da Assembleia da República e o novo quadro político, Cavaco Silva também se escusou a responder.

O Presidente da República disse que se congratula com o facto de “cada vez mais ao nível político em Portugal se reconheça que não é possível um crescimento económico sustentável se ao mesmo tempo não [houver] um sistema de finanças públicas saudáveis e um sistema bancário forte”.

Cavaco Silva destacou que Portugal e Irlanda têm em comum “o reconhecimento de que o crescimento económico e criação de emprego requerem o respeito pelas regras de disciplina e orçamental e financeira da União Europeia e a estabilidade dos respetivos sistemas financeiros”.

O Presidente da República sublinhou que ao lado dos objetivos de consolidação orçamental, a União Europeia deve ter uma “agenda forte de crescimento e criação de emprego” e não esquecer os objetivos de coesão social.

“Ao lado do mercado interno deve estar sempre a política de coesão económica e social”, disse, lembrando que Portugal e a Irlanda estiveram lado a lado na defesa da coesão social em vários momentos da construção europeia.

Cavaco Silva considerou ainda que deve ser feito um esforço para a criação de “uma união na área da energia”, algo que seria “bastante importante” para Portugal e que contribuiria para reduzir a dependência da Europa do gás da Rússia.

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