Agricultura e Pescas

Cavala é a rainha das pescas mas o polvo vale mais

Cavala, carapau e sardinha são, por esta ordem, as principais espécies em Portugal. Fotografia: Maria João gala/Global Imagens
Cavala, carapau e sardinha são, por esta ordem, as principais espécies em Portugal. Fotografia: Maria João gala/Global Imagens

Segundo a Pordata, que tem novos dados para agricultura e pescas por município, a sardinha caiu para a 3.ª posição

A cavala destronou a sardinha e é o principal peixe capturado em Portugal, sobretudo nos portos da Área Metropolitana de Lisboa. No entanto, o mais valioso é o polvo, pescado principalmente no Algarve: apesar de representar apenas 5% das capturas, pesa 14% das receitas de todo o peixe vendido em lota.

Esta informação consta de um novo serviço da Pordata – da Fundação Francisco Manuel dos Santos – direcionado para o tema Agricultura e Pescas por Municípios, que ficará disponível a partir deste sábado, no âmbito das celebrações do nono aniversário da base de dados.

No capítulo das pescas, onde consta informação do Instituto Nacional de Estatística e da Direção-Geral de Recursos Naturais e Marítimos, fica a saber-se que a cavala é a espécie que chega às lotas nacionais em maior quantidade, desde há seis anos. Foram 19 mil toneladas só em 2017. A segunda espécie mais importante passou a ser o carapau, com um salto de 34% desde 2002. Lisboa e Centro surgem como as únicas regiões onde as capturas da espécie aumentaram.

O caso da sardinha, que em 2002 pesava quase metade das pescas nacionais (43% do total), chegou a 2017 a representar apenas 12%, fruto dos planos de restrição a que tem estado sujeita nos últimos anos. A escassez deu-lhe, entanto, alguma valorização, elevando-a ao segundo lugar, a seguir ao polvo, em termos de receita das vendas.

Pescadores no Norte
Ainda de acordo com o novo serviço da Pordata, cuja informação está distribuída por 26 novos quadros, havia 16 642 pescadores em Portugal, em 2017, um número que diminuiu 25% desde 2001. Metade dos profissionais está nas regiões do Norte (26%) e Centro (23%).

Há 16 anos, era diferente: os pescadores estavam sobretudo no Algarve (26%) e no Norte (23%).

A propósito do novo serviço, Maria João Valente Rosa, diretora da Pordata, justifica que, desde modo, a base de dados alarga “o conhecimento rigoroso sobre a sociedade portuguesa, penetrando na produção agrícola e piscatória do país, através das suas regiões”.

AGRICULTURA

Diferença salarial
A disparidade salarial de género também se verifica no setor de “agricultura e pescas”, com as mulheres a receberem, em média, menos 14% por mês do que os homens. Sardoal, no distrito de Santarém, é exceção: as mulheres recebem, em média, mais 76%, indica a Pordata.

Olival predomina
A oliveira passou a ser a cultura que mais superfície agrícola ocupa em Portugal, num total de 358 mil hectares, com um aumento de 6% nas últimas três décadas. O Alentejo representa 52% do total nacional.

Tomate é o principal
Em 2017, Portugal produziu mais de um milhão de toneladas de produtos agrícolas para a indústria, onde se inclui o tomate cuja produção duplicou nos útlimos 30 anos, a ponto de se ter tornado na principal produção agrícola do país, desde 2014, ultrapassando a produção de cereais.

Cereais em queda
Os cereais representam a segunda maior área de cultivo agrícola no país, com 236 mil hectares, em 2017, uma redução de 72% em 30 anos. Apesar das perdas, o Alentejo continua à frente.

Norte e frutos secos
O Norte exibe a maior superfície agrícola do país dedicada à produção dos chamados frutos de casca rija, com destaque para a castanha e a amêndoa.

Disparidade no vinho
Portugal aumentou em 14% a produção de vinho nos últimos oito anos, e a região do Douro é a principal produtora de tintos, brancos e rosados. No entanto, por municípios, o de Torres Vedras é o que mais tintos e rosados produz (9% do total). Já nos brancos, lideram Almeirim (11%), Penafiel e Felgueiras (6%).

PRÉMIO

Candidaturas abertas ao Pordata Inovação
Estão abertas as candidaturas à 5.ª edição do Prémio Pordata Inovação, até 23 de maio, para qualquer cidadão que queira desenvolver um indicador estatístico inovador. Se for inédito, o candidato ou grupo de candidatos habilitam-se ao prémio principal, de 2500 euros por cada indicador premiado. A atribuição dos prémios ocorrerá até ao final do ano.

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