CCP pede restrições nas vendas de supermercados para evitar "concorrência desleal"

Organização entende que supermercados devem ser impedidos de vender bens como têxtil e calçado, à semelhança do que sucede noutros países europeus.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços (CCP), João Vieira Lopes, espera ainda ver o decreto-lei das restrições para a próxima fase do estado de emergência para esclarecer duas preocupações face ao que foi anunciado nesta quarta-feira pelo primeiro-ministro.

A organização espera ver horários alargados para o comércio que poderá permanecer aberto, para evitar a pressão da afluência dos consumidores, e ao mesmo tempo medidas para evitar que no comércio de bens alimentares e essenciais seja possível vender também outros bens cuja comercialização se encontra impedida, como vestuário e calçado. João Vieira Lopes entende que, de contrário, se estará perante uma situação de "concorrência desleal" e lembra proibições semelhantes impostas noutros países europeus.

O sector do comércio e dos serviços, na primeira linha do embate das novas medidas, entende também que o governo terá de aumentar o volume de apoios às empresas forçadas a encerrar, e pretende até ao final do mês apresentar um conjunto de propostas de apoios transversais às atividades que representa.

"Não acreditamos que os dinheiros europeus cheguem antes do verão. (O financiamento de apoios) tem de ser antes do Orçamento do Estado. Neste momento, não se pode estar com grandes pruridos em relação ao défice", defende Vieira Lopes, lembrando que nesta altura muitas empresas já não dispõem da almofada financeira que tinham na primavera do ano passado, resultado da atividade de 2019.

Entretanto, estão por disponibilizar apoios prometidos ainda no início de dezembro, como o subsídio às rendas dos estabelecimentos comerciais, que a CCP espera ver operacionalizados em breve.

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