Salário Mínimo Nacional

CCP. Salário mínimo acima dos 600 euros só com “incentivos às empresas”

João Vieira Lopes, presidente da CCP .(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
João Vieira Lopes, presidente da CCP .(PAULO SPRANGER/Global Imagens)

João Vieira Lopes diz que o sector do comércio e serviços "preparou-se" para um salário mínimo de 600 euros em 2019

A Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP) “preparou-se” para o aumento de 3,4% do Salário Mínimo Nacional (SMN) para 600 euros no próximo ano. Aceitar um valor acima desse montante só com “incentivos às empresas”, garante o presidente João Vieira Lopes, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena no programa Conversa Capital.
“É razoável ficar naquilo que o Governo propôs [600 euros]. Ou seja, preparámo-nos para isso”, referiu João Vieira Lopes. Um valor acima deste montante, como chegou a ser admitido pelo Executivo, em junho, só faria sentido para o presidente da CCP com incentivos às empresas.
“Teria de haver um conjunto de incentivos às empresas – em termos fiscais ou outros – que nos levasse a poder balancear essa situação. E até este momento não temos nenhum indício que exista”, disse o responsável.
Desde 2015, o Salário Mínimo Nacional tem vindo a subir ao ritmo de uma média de 4,7% ao ano, situando-se agora nos 580 euros. As centrais sindicais têm pedido aumentos para 615 (UGT) e 650 (UGT), mas do lado dos patrões não há vontade para superar o patamar dos 600 euros.
O PCP defendeu o aumento para 650 euros, tendo proposto um projeto de resolução. Segundo o texto da resolução do PCP, “em Portugal, o SMN é a remuneração de referência para centenas de milhares de trabalhadores”, noticiou a Lusa.
Este ano 25,7% dos 4.760.400 trabalhadores portugueses recebia o salário mínimo, ou seja, 1 milhão e 200 mil pessoas, segundo os dados do INE.
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