Serviço Nacional de Saúde

Centeno admite que pode haver casos de má gestão na Saúde

Ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA
Ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA

O ministro das Finanças admitiu esta quarta-feira que pode haver casos de má gestão no Serviço Nacional de Saúde.

O ministro das Finanças sublinhou esta quarta-feira no Parlamento que os recursos «financeiros que estão a ser dedicados ao SNS superam os de 2015″ e admitiu que poderão existir casos de má gestão, prometendo que serão avaliados a analisados.

“Os recursos que estão a ser dedicados ao Serviço Nacional de Saúde são muito superiores aqueles que eram em 2015 e pode obviamente, seguramente haver má gestão. Haverá e temos de olhar para ela”, precisou Mário Centeno.

Estas declarações do ministro das Finanças surgiram em resposta ao deputado social-democrata Álvaro Batista que chamou Centeno de “ministro do algodão” e afirmou que a dívida do SNS cresceu mais de 620 milhões de euros desde que o atual governo iniciou funções. Na mesma intervenção, o deputado do PSD sublinhou ainda o crescimento da dívida que já excedeu o prazo de pagamento.

Mário Centeno reconheceu que existe preocupação com a dívida, mas recusou a leitura de Álvaro Batista por criticar o governo de não investir e ao mesmo tempo de aumentar a despesa. “Há uma nova contradição em todo o seu discurso. É que, por um lado, há dívida e só há dívida quando há despesa, e, por outro lado, não há despesa. Ora não pode haver é as duas coisas”, precisou Mário Centeno.

O ministro reconheceu, contudo, preocupação com a evolução da dívida e referiu, a este propósito a recente aprovação em Conselho de Ministros da criação de uma estrutura de missão para a monitorização do programa orçamental da saúde.

Esta estrutura irá apresentar propostas que contribuam para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e será responsável pelo acompanhamento do desempenho financeiro das entidades do SNS. O novo organismo funciona na dependência dos Ministérios das Finanças e da Saúde.

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