Centeno afasta retirada antecipada de estímulos à economia devido à inflação

Medidas do Banco Central Europeu, como o programa de compra de ativos e concessão de liquidez ao setor financeiro, irão manter-se como previsto, apesar da subida que se regista nos preços, disse Centeno.

O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, garantiu esta segunda-feira que as medidas de estímulo à economia do Banco Central Europeu (BCE) se irão manter, apesar da subida dos preços.

"Todas as análises disponíveis, quer na área do euro quer nos Estados Unidos e em outras jurisdições, indicam que os fenómenos associados com a inflação são temporários. Não há evidência de movimentos permanentes na taxa de inflação que possam estar enquadrados numa reavaliação nas medidas de apoio, que foram muito significativas", disse Centeno na conferência de apresentação do 'Relatório de Estabilidade Financeira' do Banco de Portugal.

Lembrou que o programa de compra de ativos do BCE, da ordem dos quatro biliões de euros, vai vigorar até março de 2022 e as medidas de apoio à liquidez, de dois biliões de euros, vão manter-se até junho de 2022, pelo menos.

"É evidente que estas medidas devem ser adaptadas à evolução da crise", frisou.

Segundo dados do Eurostat, a taxa de inflação anual situou-se em maio nos 2,0% na zona euro e os 2,3% na União Europeia, acima do limite do BCE, com Portugal a registar a terceira menor (0,5%).

A subida de preços anual foi de 2,0% na zona euro, face aos 1,6% de abril e aos 0,1% de maio de 2020.

Atualizada às 13H24 com mais informação

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