união bancária

Centeno considera união bancária a maior prioridade a nível europeu

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: D.R.
Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: D.R.

Mário Centeno considerou que uma das tarefas mais difíceis ao chegar às Finanças foi recuperar o controlo do processo de assistência financeira.

O ministro das Finanças considerou, esta quinta-feira, que a união bancária é a maior prioridade a nível europeu e que uma das tarefas mais difíceis ao chegar às Finanças foi recuperar o controlo do processo de assistência financeira.

No final de uma intervenção sobre a recuperação económica de Portugal, feita esta noite na Universidade de Harvard, em Boston, Mário Centeno foi questionado sobre a maior prioridade para a reforma da zona euro, e respondeu que o mais importante era “complementar a união bancária”.

O ministro e também presidente do eurogrupo acrescentou que “ainda há muitas coisas a implementar” e reconheceu que a união bancária “por si própria não resolve tudo, e deverá precisar de uma implementação faseada”.

Na sessão, que decorreu no Centro de Estudos Europeus da conhecida universidade norte-americana com o título “A recuperação Económica de Portugal: de doente a exemplo” [Portugal’s Economic Recovery: From Sick Man to Poster Boy, no original], Mário Centeno passou em revista os principais indicadores macroeconómicos recentes.

O ministro fez uma comparação com os números do período de assistência financeira e argumentou que uma das tarefas mais difíceis, mas também mais eficazes, ao chegar ao Ministério das Finanças, foi recuperar o controlo do processo de ajustamento.

Questionado sobre que conselhos daria à Grécia, o ministro das Finanças respondeu com a palavra ‘ownership’, significando posse ou controlo, e explicou: “Recuperar o controlo do processo é a única maneira de mostrar que há alternativas sobre o que está em cima da mesa”.

Na intervenção feita para uma plateia académica, com várias perguntas a serem feitas por portugueses, Mário Centeno defendeu a paciência como uma virtude essencial em política, por oposição ao populismo.

“A paciência é um ingrediente chave para uma implementação eficaz das reformas e o Estado é o principal fornecedor desse precioso bem”, disse o ministro, para concluir que “reganhar competitividade requer paciência”.

Noutra pergunta, que pediu um comentário às ações políticas do Governo liderado por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas durante o período de ajustamento financeiro, Mário Centeno respondeu: “Para ser perfeitamente honesto, penso que as expectativas foram mal geridas, houve um sentimento de austeridade que não foi transferido para as decisões tomadas em modo de pânico”.

O ministro das Finanças viaja ainda esta quinta-feira de Boston para Washington, onde vai intervir num painel sobre a reforma da zona euro, nos Encontros da Primavera, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, antes de uma palestra no Atlantic Council com o título “Completando o Projeto Europeu”.

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