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Centeno: crescimento acelera até 3% ou mais no 2º trimestre

Pedro Nuno Santos, Mário Centeno e António Costa. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA
Pedro Nuno Santos, Mário Centeno e António Costa. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA

Governo projeta crescimento médio de 1,8% em 2017, mas Centeno diz agora que ritmo anual vai superar "sem dúvida" os 2%.

A economia portuguesa deve acelerar de 2,8% de crescimento real homólogo no primeiro trimestre para “mais de 3%” no segundo trimestre deste ano, revelou o ministro das Finanças.

Para o total do ano, e por enquanto, o governo projeta um crescimento médio de 1,8%, mas Mário Centeno diz agora que o ritmo anual de 2017 vai superar “sem dúvida” os 2%, acrescentou, em entrevista à Reuters.

Recorde-se que recentemente, o Presidente da República foi mais longe, dizendo acreditar que se pode chegar a uma expansão de 3,2% em 2017 e a um défice público de 1,4% do PIB. Antes disso, Centeno já tinha acenado bem alto que o crescimento de 2017 igualava as melhores marcas deste século (desde 2001).

Na mesma entrevista à agência de notícias, Mário Centeno disse que o atual ritmo de expansão do Produto Interno Bruto “é forte e sustentado”, estando agora apoiado em mais exportações e investimento. Se crescer a um ritmo superior a 3%, como acredita o governante, significa que Portugal está, de novo, a convergir com a Europa.

“A mensagem do governo é de que o crescimento económico é forte e sustentado, e está a acelerar” e “o facto é que estamos a convergir com a União Europeia, estamos finalmente a convergir”, destacou.

“Dada a aceleração que estamos a observar, o crescimento homólogo do segundo trimestre deve ficar acima de 3%” e “sem dúvida que será mais alto do que 2%” em 2017, disse ainda o responsável das Finanças.

Segundo escreve a Reuters, o ministro não quis dar números concretos, mas garantiu que esta melhoria da conjuntura “será definitivamente incorporada nas nossas projeções”. As próximas só devem aparecer no Orçamento do Estado para 2018, a divulgar em meados de outubro.

Poderia haver um cenário macro atualizado antes de outubro, mas só em caso de necessidade de apresentar um orçamento retificativo relativo a 2017, o que para já não se perfila.

Para já, a previsão mais consensual aponta para um crescimento em redor de 1,8% (em termos reais) para este ano como um todo. O número é partilhado pelo governo (projeção publicada em abril), pelo Banco de Portugal (março) e pela Comissão Europeia (maio).

Na semana passada, quando o INE divulgou o crescimento de 2,8% no primeiro trimestre, vários economistas ouvidos pelo Dinheiro Vivo admitiram que é possível chegar a “2% ou mais” ou até 2,4% em 2017.

(atualizado às 17h20)

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