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Centeno: “Decisores políticos devem pensar o que levou a abrandamento”

Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. EPA/JULIEN WARNAND
Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. EPA/JULIEN WARNAND

Em Bruxelas, o ministro das finanças português e presidente do Eurogrupo pede "resposta rápida" para abrandamento económico

O presidente do Eurogrupo defendeu hoje que o abrandamento da economia mundial, segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) hoje conhecidas, deve fazer “os decisores políticos pensar” sobre os “riscos e as incertezas” que o originaram.

“É uma questão que nos deve fazer a todos pensar, enquanto decisores políticos, as razões para esse abrandamento”, declarou Mário Centeno, falando à entrada para a reunião do Eurogrupo, instituição que preside, em Bruxelas.

A seu ver, “esse abrandamento deve-se, em grande medida, aos riscos e às incertezas que se foram acumulando ao longo dos últimos meses, nalguns casos até anos”.

“Esses riscos são de natureza política e, portanto, está nas mãos de quem tem o poder de tomar decisões políticas de tornar claro o caminho para as nossas economias, para as nossas sociedades e, portanto, devemos todos estar atentos a essa situação e ter uma resposta rápida para ela”, sublinhou o também ministro português das Finanças.

O FMI baixou as suas estimativas para a economia mundial, prevendo que cresça 3,5% em 2019 e 3,6% em 2020, menos 0,2 e 0,1 pontos percentuais, respetivamente, face às previsões anteriores.

As novas estimativas constam da atualização ao ‘World Economic Outlook’ (WEO), relatório com previsões económicas mundiais, divulgado hoje.

No que toca à zona euro, o FMI também piorou a estimativa de crescimento para este ano, prevendo agora um avanço de 1,6% em 2019, tendo também baixado a previsão para 2018.

Na atualização ao WEO, o FMI antecipa agora que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro cresça menos 0,3 pontos percentuais em 2019 do que o previsto em outubro.

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