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Centeno diz que abrandamento da economia esconde muitas coisas boas

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA / LUSA
Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

País continua a convergir com a Europa, a criar muito emprego, há mais investimento e expansão dura há 18 trimestres, diz gabinete do ministro.

A economia portuguesa desacelerou de 2,4% no segundo trimestre para 2,1% homólogos no terceiro, indicou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), naquele que é o ritmo mais baixo em mais de dois anos.

No entanto, o ministro das Finanças diz que há muitas coisas boas a acontecer por baixo desse número das contas nacionais, coisas que não visíveis à primeira: a economia continua a convergir com a Europa, a criar muito emprego, a reduzir o desemprego, há mais investimento e este ciclo de expansão já dura há 18 trimestres.

Numa nota enviada às redações, o gabinete de Mário Centeno diz que “este ritmo de crescimento representa um abrandamento face ao trimestre anterior (2,4% em termos homólogos e 0,6% em cadeia), mas mantém a tendência de convergência com a União Europeia e a zona euro (1,9% e 1,7%, em termos homólogos, respetivamente)”.

Além disso, reforça o ministério, “o padrão de crescimento face ao período homólogo continuou marcado por uma forte dinâmica de criação de emprego (aumento de 2,1%, com 100 mil novos empregos) e de redução do desemprego (redução de 1,75 pontos percentuais da taxa de desemprego, menos 91 mil desempregados)”.

Mas, diz o gabinete de Centeno, há mais pontos positivos que, a seu ver, é preciso sublinhar. “Realça-se ainda uma aceleração ligeira do crescimento do investimento” e o facto de este ser “o décimo oitavo trimestre consecutivo de crescimento da economia portuguesa”.

O ministro está a referir-se ao crescimento em cadeia (entre trimestres) já que, em termos homólogos (comparando com igual trimestre do ano precedente), o ciclo de expansão da economia dura há 20 trimestres consecutivos.

Finalmente, o ministro congratula-se por este crescimento “ocorrer num contexto de equilíbrio das contas externas e de consolidação orçamental”, com o défice público a cair para 0,7% do produto interno bruto (PIB) este ano e a caminho dos 0,2% em 2019.

“Este é o caminho que garante maior resiliência da economia portuguesa e permite continuar a assegurar as funções do Estado”, acena Mário Centeno no comunicado sobre as contas provisórias do INE relativas ao terceiro trimestre.

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