Contas nacionais

Centeno diz que crescimento “iguala o maior valor do século”

INE confirma crescimento de 2,8% no primeiro trimestre. Governo sublinha que isso é compatível com o défice mais baixo da democracia.

O crescimento homólogo da economia portuguesa, que acelerou até 2,8% no primeiro trimestre, “iguala o valor mais elevado do século”, que é como quem diz, desde final de 2000, início de 2011, sublinha o gabinete do ministro das Finanças, numa nota enviada aos jornais.

“O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2017 por comparação com o período homólogo” pelo que este crescimento homólogo “iguala o valor mais elevado deste século”, diz o comunicado.

Para o ministério, o primeiro ano do século é 2001. Desde o início deste ano, o PIB atingiu aquele ritmo de 2,8% em quatro momentos. Primeiro no 2º trimestre de 2011, depois no 2º trimestre de 2004 e uma terceira vez no último trimestre de 2007.

A expansão da economia “ocorre num contexto onde o défice das contas públicas atingiu o valor mais baixo da democracia, tendência que se mantém no primeiro trimestre de 2017” e “os dados publicados pelo INE indicam ainda que a aceleração do crescimento está fundamentalmente associada a um maior dinamismo das exportações e do investimento”.

O Ministério das Finanças garante que isto “atesta a natureza sustentável e equilibrada do atual padrão de crescimento da economia”.

Além disso, “estes dados superam as expectativas traçadas pelo Governo no Orçamento do Estado para 2017 e no Programa de Estabilidade 2017-2021, reafirmando a solidez dos cenários macroeconómicos subjacentes a estes documentos”. No Programa de Estabilidade, o governo prevê um crescimento médio anual de 1,8%.

O Governo irá continuar a trabalhar para estimular o crescimento económico inclusivo, com criação de emprego, coesão social e consolidação sustentável das contas públicas que permita a convergência com a Europa.

Recorde-se que a Comissão Europeia concorda com o governo na projeção de crescimento deste ano, mas contraria as contas de Centeno relativas a 2018, dizendo que Portugal vai tornar a desacelerar e a divergir face à Europa no ano que vem.

(atualizado às 16h com os valores máximos de crescimento desde final de 2000)

 

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