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Centeno exibe “resiliência” do país “face à contínua degradação externa”

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Mário Centeno, ministro das Finanças, e Mario Draghi, presidente do BCE. Fotografia: REUTERS/François Lenoir

Ministro das Finanças congratula-se com a convergência que dura há mais de dois anos e com os 21 trimestres consecutivos de crescimento da economia.

Portugal está a reforçar a trajetória de convergência face à Europa”, algo que “perdura já há mais de dois anos”, diz o ministro das Finanças.

“Esta convergência não só exibe resiliência face à contínua degradação do ambiente macroeconómico externo, como se tem revelado cada vez mais forte ao longo dos últimos trimestres”, escreve Mário Centeno, numa nota enviada às redações.

Na manhã desta quarta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou a primeira estimativa preliminar (estimativa rápida) para o crescimento da economia no segundo trimestre.

Segundo o INE, a economia conseguiu resistir ao forte abrandamento da economia da zona euro (de 2,2% há um ano para 1,1% neste segundo trimestre), arrastada pelo mau desempenho de vários países, com destaque para a Alemanha, a maior economia do euro, que está quase estagnada e à beira da recessão.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em termos reais 0,5% em cadeia e 1,8% em termos homólogos, mantendo assim os registos do trimestre precedente.

“O crescimento do PIB da área do euro e da União Europeia no segundo trimestre de 2019 recuou para 1,1% e 1,3%, respetivamente.”

Como Portugal está a crescer mais do que a média europeia, isso coloca a economia nacional em convergência real com a Europa. Assim é há mais de dois anos, sublinhou o ministério.

O gabinete do ministro das Finanças releva ainda o “crescimento do emprego e a redução do desemprego”.

Entre o segundo trimestre de 2018 e igual período de 2019 foram criados “mais 42,5 mil empregos”. “O número de desempregados diminuiu em cerca de 23,4 mil em igual período”, ajudando a baixar a taxa de desemprego para 6,3%, “o menor valor desde 2004”, refere o comunicado.

Centeno reitera, como de costume, que Portugal tem hoje bases para “enfrentar um contexto externo pautado pela acumulação de riscos”.

As bases são “a recuperação do investimento ao longo dos últimos anos, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e os progressos na consolidação estrutural das contas públicas”, diz o gabinete.

(atualizado 13h20)

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