oe2020

Centeno mantém crescimento de 1,9% este ano. Acelera para 2% no próximo

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O défice para este ano é revisto em baixa e para 2020 o saldo orçamental é nulo, retirando o excedente que estava previsto.

O Ministro das Finanças está mais otimista para o próximo ano quanto ao crescimento da economia, apontando para uma expansão do produto interno bruto acima das previsões que tinha até aqui e das instituições internacionais que já atualizaram as projeções.

“O cenário macroeconómico subjacente ao Projeto de Plano Orçamental para 2020 mantém a projeção de 1,9% para o crescimento real do produto interno bruto (PIB) em 2019, tal como consta do Programa de Estabilidade 2019-2023, publicado em abril deste ano”, refere a nota publicada ao início da manhã na página do governo.

Já para 2020, Mário Centeno mostra-se mais otimista do que até aqui. “O cenário macroeconómico subjacente ao Projeto de Plano Orçamental prevê uma ligeira aceleração do crescimento do PIB para 2%. Esta projeção assenta na antecipação de uma recuperação do crescimento económico na área do euro, em linha com as previsões de instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional”, assinala o governo.

A equipa de Mário Centeno acredita que a recuperação da zona euro vai puxar pelas exportações, lembrando que “a economia portuguesa tem-se manifestado relativamente resiliente à desaceleração da área do euro e deverá, também por isso, ter boas condições para beneficiar de uma melhoria na conjuntura internacional”, indica. Também a contribuir para a expansão do produto estará “a aceleração do crescimento do investimento público (9,7% em 2019 para 16,2% em 2020)”.

Défice mais baixo este ano e nulo no próximo
A receita está a alimentar a melhoria das contas do Estado, contribuindo para menos défice. Para este ano, a equipa das Finanças prevê um saldo orçamental de -0,1% do PIB (uma melhoria de 0,1 ponto percentual), mas já para 2020, o excedente que Centeno esperava de 0,3% do PIB transforma-se em saldo nulo (0,0%). Estas novas projeções incorporam já a revisão de contas nacionais divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística.

A revisão em baixa do défice para 2019 é explicada pelo “melhor comportamento da receita”, indica a nota introdutória do Ministério das Finanças., acrescentando que “o Projeto de Plano Orçamental prevê uma evolução da receita em linha com o crescimento nominal do PIB”.

Do lado da despesa, “evolui de forma consentânea com os compromissos políticos assumidos ao longo da legislatura que agora termina”, assinala o governo, em concreto, “o impacto orçamental decorrente da fase final do processo de descongelamento das carreiras da Administração Pública; os projetos de investimento público, entretanto autorizados e, nalguns casos, já em execução; e o crescimento das prestações sociais decorrente do reforço da prestação social para a inclusão, do subsídio de parentalidade e do abono de família.”

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