Orçamento

Centeno: Não há fórmula para “crescimento económico perpétuo”

O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno. 
(ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA)
O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno. (ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA)

Ministro das Finanças recorda que o Governo teve "cuidado em estabilizar o sistema financeiro".

O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse esta terça-feira que ainda não existe uma fórmula para o “crescimento económico perpétuo” e defendeu a necessidade de se identificarem os obstáculos a esse desenvolvimento.

“Há uma necessidade de, não tendo nós descoberto o elixir do crescimento perpétuo, percebermos quais são, em cada momento, os obstáculos a esse crescimento”, disse Mário Centeno, que falava, em Lisboa, durante o ciclo de entrevistas “30 portugueses, 01 país”.

Para exemplificar, o também presidente do Eurogrupo disse que o Governo teve “cuidado em estabilizar o sistema financeiro”, caso contrário, “hoje Portugal não estava como está”.

“Tínhamos problemas financeiros no sistema, no final de 2015, – a resolução do Banif, a falta de capital no Novo Banco e depois a sua venda, a Caixa Geral de Depósitos que estava, altamente, descapitalizada, o BPI e o BCP eram dois bancos privados sem estratégia, o fundo de resolução era insolvente e os empréstimos e o crédito malparado na banca portuguesa estava a aumentar”, referiu.

O governante disse ainda que os problemas referidos já foram “atacados”.

“O Novo Banco foi vendido, o Banif foi resolvido, a Caixa tem capital, o crédito malparado está a cair, caiu quase 25% de 2016 para 2017, o BPI e o BCP têm capital novo e estão a recuperar e o fundo de resolução é solvente”, afirmou.

E prosseguiu: “ainda não tinha aparecido Donald Trump, não tinha havido a votação do ‘Brexit’ [saída do Reino Unido da União Europeia] e os fenómenos de populismo na Europa estavam mais mitigados”.

Para Mário Centeno, esta realidade demonstra uma “enorme resiliência de toda a recuperação não só em Portugal, mas também na Europa”.

“Temos colocado demasiados testes a toda esta recuperação e temos que ser muitos cautelosos e conscientes do grau de dificuldade que estamos a colocar às nossas economias”, concluiu.

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