Contas Públicas

Centeno: “Não há margem nenhuma para acomodar novos aumentos de despesa”

Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. EPA/JULIEN WARNAND
Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. EPA/JULIEN WARNAND

"A meta do défice é para manter", diz o ministro das Finanças, em declarações ao semanário Expresso.

O Governo vai regressar à mesa das negociações com enfermeiros, funcionários públicos e professores, mas a margem para aumentar a despesa pública é nula. Quem o diz é o próprio Ministro das Finanças, em declarações ao semanário Expresso. “Não há margem nenhuma para acomodar novos aumentos de despesa”, afirmou Mário Centeno.

A conjuntura económica internacional é de risco, com a Europa a desacelerar e a incerteza em torno da saída do Reino Unido da União Europeia.

O governante responsável pelas contas públicas avisa que o controlo financeiro é fundamental para se conseguir reduzir a dívida pública. “A meta do défice é para manter”, garante Centeno ao Expresso.

Em abril o governo apresenta o Programa de Estabilidade para o período 2019-20123. Para o ministro “é necessário fazer tudo com conta, peso e medida. Os portugueses merecem isso”.

No núcleo duro do Governo, “a expectativa é a de que a opinião pública compreenda esta mensagem”, escreve o semanário.

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