Banco de Portugal

Centeno no Banco de Portugal? “Não vejo nenhum conflito de interesses”

Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. (REUTERS/François Lenoir)
Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. (REUTERS/François Lenoir)

Coligação negativa para descer IVA da energia seria "incomportável", segundo ministro das Finanças. E não há mais dinheiro para a Função Pública.

Mário Centeno não vê qualquer problema em tornar-se no próximo Governador do Banco de Portugal depois da passagem pelo Governo. A porta foi aberta pelo ministro das Finanças em entrevista ao semanário Expresso, na semana em que entregou o quinto Orçamento do Estado da carreira. Centeno também fala sobre os problemas de uma coligação negativa para baixar o IVA da energia e ainda sobre os funcionários públicos.

“Não vejo nenhum conflito de interesses”, responde Mário Centeno quando questionado pelo semanário sobre uma eventual incompatibilidade política na passagem direta de ministro das Finanças para o cargo de Governador do Banco de Portugal.

O atual governante dá mesmo dois exemplos internacionais: “Um dos vice-presidentes do Banco Central Europeu [Luis de Guindos] foi ministro das Finanças de Espanha; e o meu colega eslovaco [Peter Kažimír] também transitou das Finanças para o banco central”. Mais detalhes sobre um eventual regresso de Centeno ao Banco de Portugal, agora como Governador, só deverão ser conhecidos em 2020.

Na mesma entrevista, Mário Centeno refere também que uma coligação parlamentar negativa para reduzir a taxa de IVA da energia, de 23% para 6%, seria “muito grave: não seria comportável nem acomodável”. Centeno apela mesmo: “espero que a responsabilidade impere”.

Sobre a Função Pública, o ministro das Finanças refere que “não está no Orçamento do Estado” qualquer margem para ir além dos 0,3% nos aumentos salariais para 2020. Centeno defende mesmo que “o salário real cresceu 8% nos últimos anos”.

Também este sábado poderá ler a entrevista do Dinheiro Vivo e da TSF a Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, em que antecipa já novidades para o IRS de 2021. “Vamos apresentar a proposta de desdobramento dos escalões do IRS em 2021”

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Mário Centeno, Ministro das Finanças.
Fotografia: Francois Lenoir/Reuters

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