Programa de Estabilidade

Centeno vai pedir mais 2,15 mil milhões aos contribuintes para o Novo Banco

O ministro das Finanças, Mário Centeno, acompanhado por Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, durante a audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, na Assembleia da Republica. ANDRÉ KOSTERS/LUSA
O ministro das Finanças, Mário Centeno, acompanhado por Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, durante a audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, na Assembleia da Republica. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Novo empréstimo de 1149 milhões de euros já este ano, mais um de 600 milhões de euros em 2020 e outro de 400 milhões de euros em 2021.

Os contribuintes vão ser chamados para emprestar mais 2,15 mil milhões de euros ao Novo Banco (via Fundo de Resolução) de 2019 a 2023, indica o ministro das Finanças, Mário Centeno.

O novo Programa de Estabilidade até 2023 (PE 2019-2023) prevê um custo de 1149 milhões de euros já este ano em forma de empréstimo, depois haverá mais uma chamada de capital de 600 milhões de euros em 2020 e outra de 400 milhões de euros em 2021.

No total, estas três “transferências de capital” custam 2149 milhões de euros em esforço dos contribuintes, à cabeça. Em princípio, o empréstimo será todo devolvido com juros, dando algum ’lucro’ aos portugueses, mas isso só se saberá daqui a 30 ou 40 anos.

Em 2022 e 2023, o governo não inscreve mais despesas daquele tipo para o Novo Banco.

Mário Centeno admite que este é o “custo da estabilização financeira que não foi feita no passado”, “um legado que estamos a resolver, mas em total tranquilidade”.

O ministro disse ainda que “a regularização e a estabilização das chamadas de capital” mostra que o banco é viável, pelo menos a parte menos má do Novo Banco, que entretanto, já este ano, foi separado em banco bom e banco mau (legado) outra vez.

(atualizado às 14h30)

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