Coronavírus

CeNTI cria viseira antivírica e anti embaciamento

Viseiras em desenvolvimento no CeNTI. Fotografia: Direitos reservados
Viseiras em desenvolvimento no CeNTI. Fotografia: Direitos reservados

Produtos inovadores, ainda em desenvolvimento, deverão chegar ao mercado dentro de dois meses

O Centro de Nanotecnologia e Materiais Inteligentes espera ter disponíveis “dentro de dois meses”, para o público em geral, uma viseira com propriedades antivíricas e anti embaciamento para prevenir a covid-19, estima João Gomes, diretor de operações do CeNTI.

Neste momento, o produto, que começou a ser estudado há um mês, ainda está em fase de desenvolvimento. “Dentro de mês e meio deverá obter a validação em laboratório, e cerca de um mês depois a certificação para poder chegar ao mercado”, antecipa o responsável, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Ao nível do CeNTI estão a ser estudados os dois revestimentos da viseira: pelo lado exterior, haverá uma proteção com propriedades para repelir o vírus; do lado interior, prepara-se uma superfície que não embacie, para evitar a humidade junto às vias respiratórias.

A par das características sanitárias, o projeto prevê dar às viseiras um design mais ergonómico, devendo a sua produção ser feita em “processo de moldagem por injeção para produzir o aro de fixação e a viseira”. Está igualmente prevista a possibilidade de reutilização do produto.

Para este projeto o CeNTI está a investir 60 mil euros, metade dos quais suportados pela Fundação da Ciência e Tecnologia, envolvendo uma equipa de seis pessoas.

Mas, além do Centro de Nanotecnologia, que lidera o projeto, participam na investigação o Centro Clínico Académico de Braga e, para a parte da execução industrial, a Moldit, empresa especializada na produção de moldes e componentes plásticos.

Neste momento, a Moldit está a desenvolver os moldes para a produção da viseira e a preparar a realização dos primeiros testes. “O maior problema tem sido arranjar a matéria prima, muito solicitada a nível mundial, com a agravante de a China ser um dos principais fornecedores. É complicado”, salienta João Gomes.

No âmbito do combate à covid, o CeNTI ofereceu ao Hospital de Braga “um vasto conjunto” de viseiras desenvolvidas e produzidas na instituição, e também tem liderado iniciativas de impressão 3D do aro para a fiação de viseiras e para a prototipagem de componentes para ventiladores pulmonares.

 

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