Mercado de Trabalho

Centros de emprego do continente com 40 745 novos desempregados em junho

Centro de Emprego.
(João Manuel Ribeiro/Global Imagens)
Centro de Emprego. (João Manuel Ribeiro/Global Imagens)

Por dia, houve 1358 novos inscritos, menos 83 que em maio. Total de desempregados registados caiu em mais de 21 mil nos últimos dois dias de junho.

Os centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional em Portugal continental terão terminado o mês de junho com 40 745 novos inscritos, apontam os indicadores diários publicados pelo Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho atualizados ontem.

Os dados, excluindo Açores e Madeira, apontam para já para um abrandamento ligeiro no ritmo de novas inscrições. Em maio, foram 44 662 as inscrições novas contabilizadas nos balanços regulares do GEP para acompanhamento dos efeitos da pandemia no mercado de trabalho (os dados finais do IEFP atualizaram o número para 47 091 novas inscrições, incluindo as ilhas).

Feitas as contas, a média diária de novos desempregados registados terá ficado em junho em 1358 indivíduos, menos 83 do que a média diária de 1441 novas inscrições ocorrida em maio, segundo estes indicadores, sendo o abrandamento mais significativo em relação a abril. No mês de Estado de Emergência, foram 63 643 as novas inscrições, num ritmo médio de 2121 por dia.

Estes números refletem o fluxo de novos registos, com o total de desempregados a ser influenciado ainda por eventuais colocações ou passagem à inatividade dos desempregados. Em junho, o GEP conta agora 381 629 desempregados apenas, menos 2875 que os registados no último dia de maio, apesar de os novos inscritos continuarem a aumentar.

Os indicadores, que fazem um reporte das oscilações diárias, mostram apesar de tudo que no domingo o total de desempregados, sem contar Açores e Madeira, estava em 403 175. Em dois dias, até terça-feira, porém, o número encolheu em 21 546 indivíduos.

Em parte, a descida no stock de desempregados poderá ser explicada com colocações, que aumentaram para 7 407 em junho, recuperando face às 4 287 de maio. Mas, a tendência até aqui tem sido antes a de passagem de muitos desempregados à condição de inativos por falta de condições para a procura ativa de trabalho. Nos meses de fevereiro a maio, o número de inativos aumentou em 231 mil indivíduos, com a população não disponível para o trabalho a rondar os 2,9 milhões de pessoas no final de maio, segundo o INE.

Quanto à evolução do número de pedidos de subsídio de desemprego, os dados do GEP dão conta de 25 181 novos pedidos apresentados em junho, o que dá um média diária de 839. É um número muito abaixo do registado em maio, quando a média de pedidos para proteção no desemprego estava em 1440 por dia, num total de 44 662 requerimentos apresentados.

Os dados publicados pelo Ministério do Trabalho não dão conta dos pedidos efetivamente deferidos. Entre fevereiro a maio, houve mais 91 448 desempregados registados, mas apenas mais 47 509 subsídios atribuídos, de acordo com os dados publicados pelo IEFP e pelo Instituto de Segurança Social. No total de desempregados e beneficiários de subsídio registados em todo o país em final de maio, a taxa de cobertura da prestação ficou em 55%. Eram 408 934 os desempregados, e 225 353 os beneficiários de subsídios de desemprego.

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