Centros Comerciais

Centros. Limitação de horários em Lisboa leva a quebras de 40% nas vendas

Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

APCC pede a "reabertura total ainda esta semana" dos shoppings na região que concentra 35% dos centros do país que asseguram 50% do emprego total.

A limitação de horários nos centros comerciais na Grande Lisboa (AML) levou em julho a quebras de tráfego de 47% e de 40% nas vendas das lojas, valores acima da média nacional, alerta a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC). Uma “limitação injustificada e lesiva para a recuperação económica da actividade dos lojistas” que “coloca em risco a preservação de muitos postos de trabalho”. APCC pede a “reabertura total ainda esta semana” dos shoppings na região que concentra 35% dos centros do país que asseguram 50% do emprego total.

“Os associados da APCC consideram esta continuada limitação injustificada e lesiva para a recuperação económica da actividade dos lojistas dos centros comerciais. Continuar a limitar desnecessariamente os centros comerciais, especialmente da AML, coloca em risco a preservação de muitos postos de trabalho, sobretudo num contexto em que as limitações impostas para o restante território nacional já são mais restritivas do que as limitações aplicadas nas principais economias na Europa. Em várias regiões da Alemanha, por exemplo, uma loja com a mesma área pode ter o dobro dos clientes”, afirma António Sampaio de Mattos, presidente da APCC, citada em nota de imprensa.

As quebras registadas nos shoppings da Grande Lisboa estão acima das ocorridas no resto do país que, em julho, assinalaram uma descida de 25% das vendas, refletindo também uma descida de cerca de 30% no número de visitantes em relação a igual período do ano passado.

Uma situação que a APCC aponta à limitação de horário que ainda vigora nos centros comerciais Grande Lisboa, os últimos a reabrir, por causa do aumento de casos de infecção do covid-19 na região. Para a APCC não há motivos para manutenção das restrições de horário dos shoppings da região, cujas lojas têm de encerrar às 20h. A região concentra 35% dos centros do país, que asseguram 50% do emprego total gerado pelo sector a nível nacional.

“Desde o dia 1 de junho, os Centros Comerciais estão a operar sem limitações no resto do país sem registo de quaisquer incidentes”, diz António Sampaio de Mattos.

“Não existem razões objetivas para que se mantenham estas restrições sobre espaços que têm mostrado, como poucos outros, capacidade de garantir a segurança de visitantes, lojistas e colaboradores das lojas, cumprindo não apenas as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, mas também as melhores práticas desta indústria a nível global”, defende o presidente da APCC.

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