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CEO do BCP defende fim do sigilo bancário nas comissões de inquérito

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP. Fotografia:  JOÃO RELVAS/LUSA
Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP. Fotografia: JOÃO RELVAS/LUSA

Miguel Maya considera que o sigilo bancário deveria ser levantado nas comissões parlamentares de inquérito para que se possa apurar a verdade

Miguel Maya defende o fim do sigilo bancário nas comissões parlamentares de inquérito. “Se queremos apurar a verdade não pode haver esse tipo de constrangimentos”, defende o presidente executivo do BCP, em entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1.

“O sigilo bancário tem imenso valor mas há momentos em que outras coisas podem ter mais valor”. É o caso de uma audição numa comissão parlamentar de inquérito, defende o responsável do banco.

“É importante que em sede de CPI possa não haver sigilo bancário porque os deputados estão a fazer perguntas que são legítimas para apurar a verdade, mas sabem que do outro lado está alguém sujeito ao sigilo bancário e que não pode responder”, diz. “Veria com gosto que em sede de comissão parlamentar não houvesse sigilo bancário”, diz, já que, continua, “se queremos apurar a verdade não pode haver esse tipo de constrangimentos”, defende.
É a primeira vez que o líder de um grande banco defende a possibilidade de ser levantado o sigilo bancário nas comissões de inquérito.
Spreads estão “a tocar no vermelho”
O CEO do BCP também comentou o atual momento do sector. “Neste momento o sistema está com enorme liquidez, o que é um bom problema, e portanto há uma concorrência enorme pelas boas operações e os ‘spreads’ estão a demonstrar essa oferta”, diz Miguel Maya.
Em Portugal, os bancos trabalham com margens das mais baixas da Europa, bastando para isso comparar “os spreads do crédito habitação em Portugal com os outros países da zona euro, e chegará à conclusão que temos spreads muito competitivos”. Do ponto de vista do preço “estamos ali a tocar o vermelho nos spreads”.
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