Programa de Estabilidade

CFP: Previsões de Centeno para depois de 2020 não são as mais prudentes

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A presidente do Conselho das Finanças Públicas, Nazaré Costa Cabral. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O Conselho de Finanças Públicas endossa as previsões do plano de estabilidade para 2019-2020. Depois disso, tem dúvidas sobre as contas de Centeno.

O Conselho de Finanças Públicas (CF) considera que as previsões do novo Programa de Estabilidade para depois de 2020 não são as mais prudentes. “Para o período de 2021 a 2023, o CFP não endossa as previsões para 2021-2023, dada a divergência significativa face às demais previsões e projeções consideradas, tanto no que diz respeito ao crescimento do produto como em relação à sua trajetória de aceleração”, afirma a entidade liderada por Nazaré Costa Cabral.

Leia também: Governo aponta para excedentes de 2020 em diante

No parecer às previsões macroeconómicas subjacentes à proposta do Programa de Estabilidade 2019-2023, o CFP entende que “com base na informação disponível, tais previsões não se traduzem no cenário macroeconómico mais provável nem num cenário mais prudente”.

O CFP detalha que “o perfil de aceleração do crescimento económico considerado pelo Ministério das Finanças para valores em torno de 2,1% no médio prazo comporta riscos descendentes, sobretudo tendo em consideração que as projeções realizadas por outras instituições apontam para um perfil de desaceleração da economia portuguesa neste horizonte temporal”. Sublinha que “as variáveis que acarretam maior risco no médio prazo são as exportações e o consumo privado, que são aquelas que mais contribuem para o crescimento neste cenário”.

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Já em relação às previsões do Programa de Estabilidade para 2019-2020, o CFP endossa as previsões de Centeno. “Tendo em conta a informação mais atual disponível para a conjuntura nacional e internacional, as previsões para este período encontram-se enquadradas dentro do limite de previsões prováveis, ainda que contemplem riscos descendentes acrescidos para o crescimento da economia, que são de natureza sobretudo externa”, refere o parecer.

No Programa de Estabilidade, a previsão de crescimento para 2019 foi revista em baixa de 2,2% (valor constante no orçamento para este ano) para 1,9%, devido ao enquadramento externo e à revisão em baixa do ritmo do investimento e das exportações.

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