CGD paga dois milhões em reformas a 17 ex-administradores

A Caixa Geral de Depósitos paga cerca de dois milhões de euros em reformas a 17 ex-administradores, com pensões que oscilam entre os 2710 euros mensai e os 14.352 euros brutos. Segundo o jornal i, é mais um exemplo de empresas com reformados pelo Estado e/ou pela Segurança Social que regressam ao mercado de trabalho no sector privado, acumulando reformas acima dos cinco mil euros com novos e altos salários em empresas ou instituições fora da órbita estatal.

Com o corte de salários e pensões a afetarem a maioria dos portugueses, a legislação continua a permitir que um restrito leque de reformados, onde se incluem nomes como Eduardo Catroga ou Luís Filipe Pereira, continuem a poder acumular reformas milionárias com outros rendimentos de trabalho.

No caso da CGD, João Salgueiro, que saiu da presidÊncia da insituição para a liderança da Associação Portuguesa de Bancos (APB), recebe actualmente uma pensão em termos brutos de 14 352 euros, que acumulou com o salário da APB. Faria de Oliveira, chairman da CGD, também é reformado e o valor da pensão acumula com o vencimento da presidência da mesma associação. Celeste Cardona, ex-ministra da Justiça, integra igualmente a lista das reformas da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social. Actualmente, a ex-vogal do conselho de administração recebe 8585 euros contra os 9799 anteriores.

Segundo o i, as pensões sujeitas a estas regras são pagas igualmente a Carlos Oliveira Cruz, Mira Amaral (agora presidente do BIC), António Tomás Correia (presidente do Montepio) e Almerindo Marques (presidente da Opway).

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