Coronavírus

CGTP. Ir ao trabalho 3 dias e depois trabalhar em casa 3 dias é de evitar

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha. MÁRIO CRUZ/LUSA
A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha. MÁRIO CRUZ/LUSA

CGTP. Períodos de trabalho em casa e no local devem ser alternados em "pelo menos 14 dias". Também permite reduzir o uso de transportes públicos

“Fazer dois ou três dias de trabalho [na empresas ou qualquer outra organização] e depois ir para casa dois ou três dias não é aconselhável”, avisa a CGTP, numa nota enviada às redações.

Segundo a central sindical, “dos contactos que temos feito com muitos dirigentes sindicais a propósito da decisão de mandar os trabalhadores para casa em confinamento domiciliário, de forma alternada, constatam-se práticas, tanto nos locais de trabalho do setor público como do privado, que não são as mais aconselháveis”.

Trabalhar em casa durante poucos dias e depois alternar indo à empresa por poucos dias também é um sistema que em que “um/a trabalhador/a pode ser infetado/a e, durante os dias que vai trabalhar presencialmente, infetar outros trabalhadores sem que se saiba”.

Nesse sentido, a CGTP aconselha vivamente que se observe “um período de confinamento domiciliário alternado de pelo menos 14 dias” pois “permite reduzir o número de trabalhadores que se encontram em simultâneo no local de trabalho e também reduzir o número de pessoas em circulação nas vias públicas e nos transportes públicos, dando melhor cumprimento ao dever geral de confinamento domiciliário que foi decretado”.

A CGTP lembra que com a declaração do estado de emergência, o governo já legislou sobre o assunto. “O teletrabalho foi tornado obrigatório, independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções desempenhadas o permitam, sempre que este não seja possível, no âmbito da segurança e saúde no trabalho, aconselha-se a que as empresas optem por períodos alternados de 14 dias de confinamento domiciliário, como forma de proteger os trabalhadores e assegurar o funcionamento de serviços/empresas”.

O problema das fábricas e dos call centers

Outra situação a ter em conta, refere a CGTP, “diz respeito às fábricas, call centers e outras empresas ou serviços cujo funcionamento não foi encerrado, onde não são cumpridas as recomendações da Direcção-Geral da Saúde (DGS) quanto às distâncias a observar entre as pessoas e regras de higienização individual e dos espaços”.

“Nestas situações, se houver alguém infetado, a DGS ordenará de imediato quarentena obrigatória para todo o pessoal que estiver naquele espaço. Desde a fábrica ao call center.”

Nestas situações, para proteger os trabalhadores e o funcionamento da empresa ou serviço, a central aconselha “que proponham às empresas e aos responsáveis dos serviços que coloquem em teletrabalho todos os trabalhadores que possam desempenhar as suas funções nesse regime e, quanto aos que tiverem de permanecer em regime presencial, que o façam observando períodos alternados de confinamento domiciliário de pelo menos 14 dias, posto de trabalho sim, posto trabalho não. Assim, fazemos o distanciamento entre trabalhadores/as e mantemos as empresas e serviços a funcionar”.

(atualizado 19h15)

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