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CGTP: Isabel Camarinha promete dar “continuidade” à luta

Isabel Camarinha,  presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portuga, será a futura secretária-geral da CGTP-IN. Fotografia: Mário Cruz / LUSA
Isabel Camarinha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portuga, será a futura secretária-geral da CGTP-IN. Fotografia: Mário Cruz / LUSA

A futura secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, disse hoje que vai dar “continuidade” à luta da central sindical e que conta, para isso, com o apoio da restante direção porque “a preparação [para o cargo] faz-se andando”.

Em declarações aos jornalistas à margem do XIV Congresso da CGTP que decorre hoje e sábado na Arrentela, no Seixal, Isabel Camarinha afirmou que pretende “dar continuidade àquilo que tem sido uma grande luta da CGTP” por um “efetivo” aumento dos salários, pela regulação dos horários de trabalho e pelo combate à precariedade.

Questionada sobre se está preparada para assumir o cargo de secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha não respondeu diretamente, sublinhando antes que conta com o apoio do coletivo.

“Tenho um grande coletivo, não só os camaradas que são da direção da CGTP, mas todo o movimento sindical, pois vamos estar todos juntos neste mandato, e os trabalhadores, portanto a preparação faz-se andando”, respondeu Isabel Camarinha.

A dirigente sindical disse que vai estar na segunda-feira, pela primeira vez, na reunião da Concertação Social que será sobre a preparação do Conselho Europeu.

“Estaremos na Concertação Social como sempre temos estado: com proposta, com tomada de posição sempre que estejam em causa os direitos dos trabalhadores e com reivindicação”, assegurou Isabel Camarinha.

A sindicalista deverá ser eleita esta noite pelo novo Conselho Nacional que sairá da reunião magna, substituindo Arménio Carlos, que deixa a liderança da CGTP após oito anos, devido ao limite da idade.

Quanto às prioridades para o seu mandato, Isabel Camarinha referiu o aumento dos salários, o fim dos horários “desregulados” e a conciliação da vida profissional com a familiar.

“É curioso porque estamos todos preocupados com o aumento da natalidade, mas depois os trabalhadores não têm condições para constituir família e para terem filhos. É uma contradição”, defendeu a futura líder da CGTP.

Isabel Camarinha afirmou ainda que a CGTP vai “intensificar a luta a todos os níveis”, seja nos locais de trabalho, a nível setorial, na Concertação Social “e na rua”.

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