Coronavírus

CGTP reivindica totalidade do salário em lay-off para evitar empobrecimento

A secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha (PAULO NOVAIS/LUSA)
A secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha (PAULO NOVAIS/LUSA)

“Quaisquer medidas que venham a ser tomadas não podem manter os cortes nas remunerações", defendeu a secretária-geral, Isabel Camarinha.

A CGTP reafirmou esta quarta-feira junto do governo a necessidade de defender todos os empregos e as remunerações dos trabalhadores para evitar que estes continuem a empobrecer face à crise económica causada pela pandemia.

“Aproveitámos a reunião com o primeiro-ministro para fazer uma avaliação das medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores que estão em vigor e reafirmámos a necessidade de salvaguardar todos os empregos, independentemente do vínculo, e a totalidade das remunerações, para acabar com a pobreza dos trabalhadores”, disse à agência Lusa a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, no final de um encontro com António Costa.

Para a sindicalista é inaceitável que milhares trabalhadores tenham de recorrer ao apoio do Banco Alimentar ou outras instituições de solidariedade porque estão em lay-off e perderam um terço da sua remuneração.

“Quaisquer medidas que venham a ser tomadas não podem manter os cortes nas remunerações, até porque se os trabalhadores mantiverem o seu poder de compra contribuem para o aumento do consumo interno, tão necessário nesta fase”, afirmou.

A CGTP defendeu ainda junto do primeiro-ministro a necessidade de ser garantido às pequenas empresas os apoios necessários à sua sobrevivência e dos seus postos de trabalho.

“São necessárias medidas mais adequadas, para evitar a repetição da atual situação, em que um terço das verbas gastas com o lay-off está a ser canalizada para grandes empresas, que se estão a aproveitar dos apoios do Estado”, disse Isabel Camarinha.

O primeiro-ministro ouviu hoje os parceiros sociais para recolher contributos para o Programa de Estabilização Económica e Social.

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