China: A parada militar de 90 minutos em apenas 60 segundos

Cerca de 12.000 tropas, 500 peças de armamento e 200 aviões rugiram no centro de Beijing, numa parada militar para assinalar o 70º aniversário do fim da II Guerra Mundial. Veja <a href="http://www.wsj.com/video/watch-chinas-military-parade-in-60-seconds/0C651099-4DEE-4E82-937B-D955B9D5F9DD.html" target="_blank">aqui</a> a versão condensada da cerimónia em apenas 60 segundos, num vídeo editado pelo The Wall Street Journal.

Os 12.000 soldados chineses e o armamento de topo que esta manhã desfilaram no centro de Pequim, em comemoração da vitória da China na II Guerra Mundial, parecem ter despertado na plateia um sentimento comum: orgulho.

“Sinto-me entusiasmado e orgulhoso. A China desempenhou um papel crucial na luta mundial contra o fascismo”, disse à agência Lusa Zhensong, funcionário público de 40 anos residente em Pequim.

Zhensong fez parte de uma plateia restrita e constituída na maioria por veteranos de guerra, jornalistas e representantes dos 56 grupos étnicos chineses, visto que os acessos ao ‘palco’ do desfile estavam hoje cortados e eram alvo de vigilância apertada.

À medida que dezenas de novos mísseis balísticos rolavam na “Changan”, a larga artéria que passa no topo norte da Praça Tiananmen, Zhen explicava: “Ao fim de 70 anos de desenvolvimento, a China poderá contribuir mais ativamente para a paz mundial”.

As palavras coincidem com as do Presidente chinês, Xi Jinping, num discurso feito minutos antes: “Nós, os chineses, amamos a paz. Não importa o quão fortes nos tornemos, nunca vamos procurar a hegemonia ou expansão”.

Acompanhado da mulher, Peng Liyuan, Xi Jinping recebeu 30 chefes de Estado nos jardins de Zhongnanhai, o Kremlin chinês, situado ao lado do antigo Palácio Imperial.

O último a saudar o líder chinês foi o Presidente russo Vladimir Putin, arrancando fortes aplausos entre o público.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assim como o anterior chanceler alemão Gerhard Schroeder também estiveram presentes, numa lista marcada pela ausência de chefes de Estado das principais potências ocidentais.

Em 2014, no contexto de uma renovada tensão nas relações sino-japonesas, o Governo chinês instituiu o 3 de setembro como Dia Nacional da Vitória da China na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa, mas só este ano foi elevado a feriado nacional.

A data assinala a rendição do Japão, ato realizado a bordo de um navio norte-americano no dia 02 de setembro de 1945.

Segundo estimativas chinesas, a ocupação japonesa, de 1937 a 1945, causou cerca de 35 milhões de mortos entre a população civil e os militares.

“A vitória total sobre o Japão restaurou o ‘status’ da China como uma grande potência global”, concluiu Xi Jinping, na tribuna de Tiananmen, onde em 1949 Mao Zedong anunciou a fundação da República Popular da China.

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