Guerra comercial

China apresenta queixa contra tarifas americanas na OMC

Zhang Xiangchen é o representante de Pequim na OMC.
Zhang Xiangchen é o representante de Pequim na OMC.

País contesta tarifas adicionais de 25% sobre produtos tecnológicos.

A China apresentou queixa na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra as novas tarifas de 25% que os Estados Unidos pretendem impor a produtos eletrónicos e equipamento e maquinaria chineses importados pelo país. Pequim alega que estas violam as regras do comércio internacional.

O anúncio foi feito esta quinta-feira pela OMC, após a China ter entregado o pedido de consultas com os Estados Unidos no dia anterior, um primeiro passo nos procedimentos de resolução de disputas da organização.

“As tarifas propostas seriam apenas aplicadas aos produtos da China e excedendo as tarifas consolidadas dos Estados Unidos na sua Lista de Concessões e Compromissos anexa ao Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio de 1994”, afirma o comunicado da delegação chinesa.

A queixa acontece depois de na última terça-feira a representação americana para o comércio internacional ter anunciado a intenção de aplicar taxas adicionais a produtos chineses que consistem, na sua maioria, em bens intermédios adquiridos pelas indústrias dos Estados Unidos, e cujas importações rondaram em 2017 um valor de 41 mil milhões de euros (50 mil milhões dólares).

Os EUA alegam que na base da ação comercial está o roubo de tecnologia americana pela China, favorecido pelas leis de investimento chinesas. Estas exigem em diversos sectores que as empresas americanas constituam parcerias com congéneres chinesas para acederem ao mercado do país. Washington apresentou também na OMC, a 23 de março, uma queixa contra Pequim sobre esta matéria.

Ambas as queixas preveem períodos de consulta de até dois meses, dilatando o tempo para um entendimento entre Estados Unidos e China num momento de escalada das tensões comerciais.

Depois do anúncio de Washington de terça-feira, Pequim reagiu com contramedidas comerciais que preveem também tarifas adicionais para produtos americanos como a soja, carros e aviões. Na última segunda-feira o país começou já a aplicar sobretaxas alfandegárias a bens agroalimentares americanos como fruta, carne de porco e vinho.

Tanto a China como os Estados Unidos afirmaram já que não pretendem iniciar uma guerra comercial e que mantêm a porta aberta a negociações.

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