Guerra comercial EUA-China

China confirma acordo comercial inicial com EUA

EUA China

Ministro chinês confirma acordo há muito desejado com os EUA, embora a Casa Branca ainda não o tenha feito

A China confirmou esta sexta-feira que chegou a um acordo comercial inicial com os Estados Unidos, o que marca um primeiro sinal concreto de abrandamento na guerra da tarifas que dura há 19 meses e abalou a economia mundial.

Foi Wang Shouwen, vice-ministro do Comércio da China, que revelou a posição chinesa indicando numa conferência de imprensa em Pequim que os dois lados fizeram “progressos significativos”. O acordo deverá resultar na remoção de algumas tarifas por parte dos Estados Unidos a mercadorias chinesas – no valor de 360 mil milhões de dólares. A remoção das tarifas será feita por fases, disse ainda o responsável que indica que haverão algumas isenções adicionais em alguns bens chineses.

“Vamos, assim, criar melhores condições para a China e para os Estados Unidos fortalecerem a cooperação”, disse Wang. O acordo inclui também o compromisso da China em comprar mais produtos agrícolas e em fortalecer as leis que protegem as empresas estrangeiras que operam no país.
Também existirão partes do acordo que abrangem a propriedade intelectual de alguns produtos, depois de Donald Trump ter acusado a China de ter “roubado tecnologia americana”.

Wang esclareceu também que ambos lados concordaram em concluir o mais rápido possível os pormenores legais e definir, assim, os termos finais do acordo para uma assinatura oficial.

A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre o acordo, anunciado ontem à noite por alguns meios de comunicação norte-americanos.

A notícia do acordo foi recebida por alguns investidores com alívio e satisfação, depois de vários meses de incerteza económica que afectou o mundo. O índice S&P 500 subiu ligeiramente esta manhã nos EUA.

Ficaram para já de fora quaisquer referências a gigantes chineses como a Huawei, que tem tido problemas com o bloqueio norte-americano. O novo smartphone da empresa, o Mate 30 Pro, já não terá componentes americanos, mas a marca tem problemas por não poder usar (devido ao bloqueio) o ecossistema completo da Google nos seus novos lançamentos de telefone. Algo que pode mudar em breve.

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