China envia delegação a Washington em vésperas de novas taxas alfandegárias

Pequim anunciou hoje que vai enviar uma delegação a Washington, numa altura de crescentes fricções comerciais, com a China e os Estados Unidos

Pequim anunciou hoje que vai enviar uma delegação a Washington, numa altura de crescentes fricções comerciais, com a China e os Estados Unidos a prepararem mais uma ronda de taxas alfandegárias sobre as exportações de cada um dos países.

O ministério chinês do comércio anunciou que a visita, liderada pelo vice-ministro Wang Shouwen, visa abordar "assuntos de interesse comum", sem avançar mais detalhes sobre a agenda.

Os dois governos estão a preparar uma nova ronda de taxas alfandegárias sobre 13,7 mil milhões de euros das exportações de cada lado, a partir de 23 de agosto, numa disputa motivada pela política de Pequim para a tecnologia.

Washington acusa a China de "táticas predatórias", que visam o desenvolvimento do seu setor tecnológico, nomeadamente forçar a transferência de tecnologia em troca de acesso ao mercado.

O ministério afirmou que Pequim "reitera a sua oposição ao unilateralismo e protecionismo comercial".

Trata-se do primeiro encontro entre funcionários chineses e norte-americanos, desde as últimas conversações, em início de junho, entre o secretário do Comércio norte-americano, Wilbur Ross, e o vice primeiro-ministro chinês, Liu He, que terminaram sem acordo.

Após aquele encontro, Washington impôs taxas alfandegárias de 25% sobre mais de 29 mil milhões de euros de importações oriundas da China.

Pequim retaliou com penalizações no mesmo valor sobre bens dos Estados Unidos.

Desde o início das disputas comerciais, a moeda chinesa, o yuan, desvalorizou-se mais de 8%, enquanto a bolsa de Xangai, a principal praça financeira do país, caiu mais de 12%.

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