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China organiza feira de importações em Xangai

Rodrigo Brum, secretário geral adjunto do Fórum Macau foi um dos oradores da FIN 2018. Fotografia: José Carmo/Global Imagens
Rodrigo Brum, secretário geral adjunto do Fórum Macau foi um dos oradores da FIN 2018. Fotografia: José Carmo/Global Imagens

O comércio entre a China e os oito países de língua portuguesa somou, no primeiro trimestre, 30 mil milhões de dólares

A China está a organizar a sua primeira feira de importações, que decorrerá em novembro, em Xangai. O Fórum de Macau, organismo de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, acredita que esta é uma oportunidade para as empresas promoverem os seus produtos e serviços e, por isso, “vai certamente encontrar um espaço onde agregar os oito países” de língua portuguesa que representa, disse Rodrigo Brum, secretário-geral adjunto deste organismo.

Rodrigo Brum, que falava à margem do FIN 2018 – Feira & Fórum Internacional de Negócios, uma organização da Associação dos Jovens Empresários Portugal China e que hoje se iniciou na Exponor, em Leça da Palmeira, sublinhou que setores como o agroindustrial, infraestruturas, mobilidade elétrica, comércio eletrónico, automóvel ou pescas têm potencial para serem bem acolhidos pela economia chinesa.

No primeiro trimestre deste ano, o comércio entre a China e os oito países de língua portuguesa que compõem o Fórum de Macau (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) atingiram os 30 mil milhões de dólares, um crescimento de 25% face ao mesmo período de 2017. Como frisou Rodrigo Brum, “20 mil milhões são importações da China”, com o Brasil a liderar as vendas, seguido de Angola e, em terceiro lugar, Portugal.

O responsável recordou que, em 2003, aquando da constituição do Fórum de Macau, o comércio entre estes países valia mil milhões de dólares e, no ano passado, atingiu os 120 mil milhões, 120 vezes mais num período de 15 anos. “Esta é a dimensão atual do mercado de comércio com a China”, disse. Através do Fórum de Macau, os países lusófonos estão associados à que será, seguramente, a “maior economia do século XXI”, acrescentou.

O Fórum de Macau é uma plataforma de diplomacia económica, uma ponte entre a China e as instituições e empresas dos países de língua portuguesa, e assume como objetivos incentivar o comércio, a economia e o investimento direto estrangeiro. Como referiu Rodrigo Brum, tem “diálogo direto com o governo chinês e com o Ministério do Comércio” da China.

O organismo sediado em Macau, e que é uma iniciativa da República Popular da China, potencia ações de promoção e missões empresariais no território para dar a conhecer as potencialidades deste mercado aos países lusófonos, organiza colóquios e conferências, promove protocolos e confere formação (já emitiu mais de mil certificados).

Rodrigo Brum fez questão de esclarecer que a missão do Fórum de Macau é implementar as orientações que, de três em três anos, emanam das conferências ministeriais dos países membros. Já o Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os países de língua portuguesa, criado em 2013 e dotado de mil milhões de dólares, é gerido pelo Banco de Desenvolvimento da China.

 

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