conflitos

China pede contenção aos Estados Unidos e Irão

Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês,  Wang Yi (Fred Dufour/Pool via REUTERS)
Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi (Fred Dufour/Pool via REUTERS)

A China apelou hoje à contenção, após Washington anunciar o envio de mais 1.000 soldados para o Médio Oriente e Teerão advertir que em breve ultrapassará o limite de produção de urânio enriquecido estipulado no acordo nuclear.

“Pedimos a todas as partes que mantenham a cabeça fria (…) e que não abram uma caixa de Pandora”, afirmou o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi.

“Os Estados Unidos, em particular, devem mudar a sua estratégia de pressão máxima (…) isso não só não resolverá o problema, como agravará a crise”, afirmou.

No caso do Irão, Wang pediu ao país que seja cauteloso e não desista “levianamente” do acordo nuclear, assinado em 2015.

Washington anunciou, na segunda-feira, que vai enviar cerca de mil soldados para o Médio Oriente, numa altura de crescente tensão com o Irão.

O anúncio foi feito logo após ministério da Defesa divulgar novos documentos que acusam o Irão de atacar dois petroleiros no Mar de Omã, na semana passada.

Assinado pelo Irão e pelo Grupo dos Seis (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia), o acordo de 2015, concluído em Viena, visa limitar drasticamente o programa nuclear de Teerão, em troca do levantamento das sanções económicas internacionais.

Mas Washington retirou-se unilateralmente do pacto, em maio de 2018, e restabeleceu pesadas sanções contra Teerão, que tem pressionado os outros signatários e parceiros internacionais para que ajudem a mitigar os efeitos das sanções.

Até à data, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) certificou que o Irão está a agir de acordo com os compromissos assumidos em Viena.

Mas Teerão anunciou que, a partir de 27 de junho, as suas reservas de urânio enriquecido aumentarão acima do nível assumido no acordo, face à pressão de Washington.

Wang Yi falava durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid al-Moualem, que está em visita oficial à China.

França, Alemanha e o Reino Unido, apesar de impotentes face às sanções unilaterais de Washington, têm apelado também a Teerão que continue a respeitar o acordo. A ONU fez um apelo semelhante.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
boris johnson brexit

Brexit: Um acordo que responde “às circunstâncias únicas da Irlanda”

Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, na comissão de inquérito do Parlamento sobre as rendas excessivas da eletricidade, Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Álvaro Santos Pereira ataca “corporativismo” de notários, advogados e arquitetos

Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, na comissão de inquérito do Parlamento sobre as rendas excessivas da eletricidade, Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Álvaro Santos Pereira ataca “corporativismo” de notários, advogados e arquitetos

Outros conteúdos GMG
China pede contenção aos Estados Unidos e Irão