Revolução

China. Reconversão industrial sem “perda massiva de empregos”

Fotografia: Reuters
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Anúncio do Governo colide com a realidade. Só os setores do aço e do carvão já anunciaram 1,8 milhões de despedimentos

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, assegurou esta quarta-feira que a reconversão industrial em curso na China não resultará na “perda massiva de empregos”, apesar dos setores do aço e do carvão terem já anunciado 1,8 milhões de despedimentos.

A China “continuará a reduzir o excesso de capacidade” na indústria, ao mesmo tempo que “evitará a perda massiva de empregos”, enfatizou Li em conferência de imprensa.

Pequim está a encetar uma transição no modelo económico do país, visando uma maior preponderância do setor dos serviços e o encerramento de unidades de indústria pesada vistas como “improdutivas”.

No fim de semana passado, milhares de mineiros manifestaram-se no nordeste do país contra os planos da sua empresa – o maior conglomerado de exploração de carvão da China, a estatal Longmay – de eliminar cem mil postos de trabalho.

No encerramento da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo chinês, o primeiro-ministro assegurou que o Governo tem “os recursos financeiros” para apoiar os trabalhadores despedidos.

Li anunciou no início do mês a criação de um fundo de 100 mil milhões de yuan (cerca de 14 milhões de euros) para subsídios e compensações para trabalhadores que percam o emprego no âmbito do processo de reestruturação industrial.

O responsável afirmou hoje que aquele fundo poderá ser aumentado, caso seja necessário, afirmando ainda que os setores dos serviços e tecnologia ajudarão a absorver a mão-de-obra dispensada.

Quanto ao sistema de pensões, Li defendeu que o “Governo chinês é capaz de garantir o pagamento das reformas”.

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