Ciberataque abranda, mas hackers ameaçam vender código

O ciberataque aproveitou-se de alguns descuidos humanos, diz a Claranet. E ainda não estamos livres de perigo: os hackers ameaçam vender o código.

O ciberataque que desde sexta-feira afetou mais de 300 mil sistemas informáticos parece ter abrandando durante o dia de ontem. Ainda assim, governos de todo o mundo estiveram atentos a uma nova onda de possíveis ameaças. Isto porque o grupo que divulgou a informação que possibilitou o ataque avisou que vai tornar público mais código malicioso.

A notícia é avançada hoje pela Reuters, que recorda que alguns dos elementos fundamentais que permitiram a propagação do vírus WannaCry foram roubados à Agência Nacional de Segurança norte-americana e divulgados na internet no mês passado pelo grupo Shadow Brokers.

Esta terça-feira, o grupo de piratas informáticos ameaçou divulgar novo código para permitir aos hackers ganhar acesso aos computadores, smartphones e softwares mais usados no mundo. Os Shadow Brokers ameaçam divulgar o código mensalmente, a partir de junho, a "qualquer pessoa disposta a pagar", diz a Reuters.

O grupo diz ainda que vai divulgar dados de bancos através da rede de transferências bancárias internacionais SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication) e informação sobre os programas nuclears da Rússia, da China, do Irão e da Coreia do Norte.

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Ciberataque aproveitou descuidos humanos

Por cá, as empresas de segurança informática continuar a estudar o ataque. Pedro Barbosa, o responsável de cibersegurança da Claranet, refere que na origem da ameaça terão estado motivações financeiras e que alguns descuidos humanos no tratamento da informação recebida terão permitido a criação de pontos de ataque internos e externos.

De acordo com o responsável, o vírus "explorou tecnicamente uma vulnerabilidade do sistema operativo Windows para se propagar exponencialmente por milhares de computadores vulneráveis". Este ciberataque é dos "mais expressivos e elaborados" dos últimos tempos, reforça Pedro Barbosa.

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Cibersegurança e ciberameaças na ordem do dia

O Porto vai receber hoje, a partir das 08h30, a conferência Porto Cybersecurity Conference 2017. O evento, organizado pela Globinnova, em parceria com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico do Porto, vai já na terceira edição e vai permitir a especialistas nacionais e internacionais debater as mais recentes ciberameaças e formas de as mitigar.

A Kaspersky Lab vai também promover, esta quarta-feira, um webinar de emergência para "ajudar a entender o WannaCry e as melhores formas de se defender". O seminário online, realizado em parceria com a Comae Technologies, vai ser conduzido por Juan Andrés Guerrero-Saade, investigador da Kaspersky Lab, e Matt Suiche, da Comae Technologies.

Além das "informações mais recentes sobre a forma como o ransomware ataca as defesas de uma organização e quais as medidas a tomar após ataque", a formação vai ainda ajudar as organizações a perceber se foram infetadas e quais as medidas preventivas a seguir. O webinar começa às 17h horas.

Notícia atualizada às 10h17, com alteração da hora de início do webinar.

 

 

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