Europa

Conselho Europeu retoma trabalhos. Costa acredita em acordo

REUTERS/Yves Herman
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O início da Cimeira Europeia, que reúne os chefes de Estado e de Governo, está atrasado. Conselho Europeu está novamente reunido em Bruxelas.

Os chefes de Estado e de Governo tinham marcado para o início da manhã desta terça-feira, o retomar dos trabalhos da Cimeira Europeia que vai decidir quem vai ocupar os mais altos cargos na Europa nos próximo anos. Contudo, o início da reunião foi adiado cinco horas, até às 15:00 (hora de Lisboa), por estarem a decorrer encontros bilaterais e multilaterais entre líderes europeus.

Numa primeira fase, o porta-voz do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, tinha informado, através das redes sociais, que o encontro deveria ser retomado pelas 12:00, hora de Lisboa, mas entretanto, indicou que isso só iria acontecer às 13:00 em Lisboa, 14:00 em Bruxelas.

Já perto das 13:30 em Lisboa, foi revelada uma nova hora para o encontro dos líderes: 14:15 em Portugal Continental.

O Conselho Europeu, que reúne todos os líderes dos estados-membros da União Europeia, tem a missão de nomear quem vai presidir à Comissão Europeia, ao Conselho e ao BCE, além do cargo de Alto Representante da União Europeia para a Política Externa. Ao Parlamento Europeu cabe a eleição do seu presidente. Todavia, a Europa habitualmente negoceia quem vai ocupar os cargos para que sejam respeitados equilíbrios partidários, geográficos e de género.

E esta negociação não tem sido fácil. Os líderes europeus não conseguiram encontrar um consenso na cimeira de junho e no encontro que arrancou no domingo à noite, e que se prolongou até esta segunda-feira, não foi possível desbloquear o impasse. Perante isto, os líderes decidiram interromper o debate até hoje de manhã. Agora, estes novos adiamentos do encontro estarão relacionados com consultas que estão a ser realizadas com vários chefes de governo, com o objetivo de ser encontrada uma posição comum para os próximos líderes europeus.

O holandês Frans Timmermans era até esta manhã apontado como o favorito para a presidência da Comissão Europeia, sucedendo assim a Jean-Claude Juncker. Porém, o nome do holandês terá merecido a oposição de pelo menos quatro estados-membros. Ao início da tarde desta terça-feira, um novo conjunto de nomes está a surgir de acordo com o Político.

Ursula von der Leyen, atualmente ministra da Defesa da Alemanha, é um dos nomes que está a surgir para a presidência da Comissão Europeia e que terá apoio de vários países. O belga Charles Michel está ser apontado para o Conselho Europeu, o alemão Manfred Weber para o Parlamento Europeu e o eslovaco Maroš Šefčovič para Alto Representante para a Política Externa.

O nome de Ursula von de Leyen terá o aval da França e da Alemanha, de acordo com o mesmo órgão de comunicação. Contudo, se a presidência do Parlamento Europeu for ocupada por um outro alemão o equilíbrio pretendido fica em risco. Charles Michel continua a ser um dos nomes apontados para suceder a Donald Tusk. O antigo primeiro-ministro búlgaro, Sergei Stanishev, é agora a apontado para presidente do Parlamento e Josep Norrell, ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, para o cargo de Alto Representante para a Política Externa.

António Costa acredita em acordo

O primeiro-ministro português defendeu à chegado para o encontro desta terça-feira que estão reunidas “todas as condições” para fechar o acordo sobre as nomeações dos cargos de topo europeus. O chefe de governo, em declarações aos jornalistas citadas pela Lusa, indicou que o plano é “estar com os ouvidos atentos e mente aberta” para encontrar “boas soluções” que permitam desbloquear o impasse.

“Espero que se todos, com espírito aberto, se sentarem à mesa, de uma forma construtiva, temos todas as condições para isso. Ontem estivemos a uma distância muito pequena de haver acordo. Provavelmente com menos cansaço, o acordo teria sido fechado”, admitiu.

“Será sempre o Parlamento Europeu a escolher o seu presidente, mas é importante para que possamos ter uma solução global e o Conselho não seja previamente condicionado pelas decisões das outras instituições e para que possamos nós fazer as escolhas que nos competem fazer atempadamente”, acrescentou.

(Notícia atualizada às 16:25 com nova hora para o arranque dos trabalhos e com informação sobre os novos nomes avançados. Notícia atualizada novamente às 13:46 com novo adiamento e mais nomes)

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