Congresso CIP

CIP alerta para a urgência de investimento

O presidente da CIP, António Saraiva, no congresso da CIP. Fotografia: Manuel Fernando Araújo/Lusa
O presidente da CIP, António Saraiva, no congresso da CIP. Fotografia: Manuel Fernando Araújo/Lusa

Os empresários voltaram a recordar a necessidade de uma política fiscal atractiva e estável.

Captação de investimento produtivo, nacional e estrangeiro, e uma política fiscal mais atrativa são os desafios que os empresários lançaram ao Governo no final do congresso “O valor das empresas”, uma iniciativa da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, que decorreu em Santa Maria da Feira.

Ontem, no final dos trabalhos, António Saraiva, presidente do organismo associativo, sublinhou a necessidade de captar investimento e de tornar a política fiscal atrativa e previsível. “Não podemos estar sujeitos a ciclos eleitorais”, sublinhou.

Um pouco antes, no painel “Competitividade: condição para a coesão social”, Armindo Monteiro, membro da CIP, frisou que “o capital não tem pátria, um empresário português não tem obrigação de investir em Portugal”, se não houver condições efetivas para essa escolha.

A política laboral foi também uma das preocupações que surgiu nas intervenções. Para o presidente da CIP, o país não pode ter “retrocessos em matéria laboral”, numa menção às intenções do Governo em mexer na lei sobre o banco de horas individual e nos contratos de trabalho para combater a precariedade do emprego. “Em sede própria, na concertação social, há que encontrar um equilíbrio”, disse ainda.

António Saraiva reconheceu que os indicadores macroeconómicos do país “estão melhores, mas temos de garantir a sustentabilidade”, não podemos estar vulneráveis a “uma alteração da taxa de juro”, por exemplo. O dirigente associativo lembrou ainda a necessidade de qualificação dos recursos humanos, até porque há profissões que vão desaparecer e Portugal tem de estar preparado para a digitalização da economia.

Seguros de crédito para diversificar exportações

O encerramento do congresso coube ao ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, que assegurou que o Governo quer apoiar “os esforços de internacionalização e exportação” das empresas. Para isso, o Governo está “a trabalhar na revitalização dos seguros de crédito com garantia do Estado para países fora da OCDE”. O objetivo é diversificar o destino das exportações portuguesas, adiantou Siza Vieira, que considerou os seguros de crédito “um instrumento essencial para aliviar o balanço das empresas”.

Siza Vieira frisou que as atenções têm de estar centradas na consolidação das finanças públicas. Como afirmou, “temos de fazer um esforço inequívoco de reduzir a dívida pública, temos de ser intransigentes” nesta matéria.

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