CIP pede vacinação nas fábricas para não interromper produção

Empresas com mais de 150 trabalhadores querem concentrar vacinação "numa manhã ou tarde" para minimizar paragens.

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) pede nesta sexta-feira ao governo e autoridades de saúde a deslocação de equipas de vacinação a fábricas com mais de 150 trabalhadores para minimizar paragens nas linhas de produção.

Em nota de imprensa, a organização refere que "as empresas, designadamente as que realizam atividade industrial - com mais de 150 trabalhadores - consideram que a deslocação de equipas de vacinação às fábricas e locais de trabalho destas equipas especializadas seria decisivo para evitar a interrupção constante da produção".

Na comunicação, afirma-se que a vacinação "coincide com o início do período habitual de férias dos trabalhadores, o que significa que as equipas já atravessam um período em que as redundâncias estão, em grande medida, a serem usadas, o que significa que se torna mais difícil, senão mesmo impossível, encontrar substitutos capazes de executar o trabalho especializado em condições de idêntica segurança e qualidade".

O processo de vacinação excecional no posto de trabalho evitaria, segundo a CIP, a "fragmentação da vacinação ao longo de vários dias e horas" em resultado do agendamento por faixas etárias, que desde esta semana se abriu a quem tem 37 anos ou mais. "A vacinação nas empresas, concentrada numa manhã ou tarde, reduzirá decisivamente os custos para as empresas e para o país", defende.

Segundo a confederação empresarial, as empresas querem trabalhar com Direção-Geral de Saúde, autarquias e equipa de projeto responsável pela coordenação da vacinação, e asseguram que pretendem cumprir todas as condições necessárias: "segurança, higiene, privacidade e demais aspetos indicados pela Direção-Geral de Saúde", assim como "as exigências da Comissão Nacional de Proteção de Dados". "Também não ficaria em causa o caráter facultativo da vacinação, nem a confidencialidade quanto ao facto de se ter ou não aderido à mesma vacinação", garante a CIP.

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