Coronavírus

Citeve já emitiu mais de 1600 certificados. Mais de metade são máscaras

O CITEVE, Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário, lançou o selo “Máscaras – COVID-19 Aprovado”. Este selo permite aos consumidores e produtores reconhecer o produto ou matérias-primas que foram testadas e validadas por laboratórios acreditados
( Pedro Granadeiro / Global Imagens )
O CITEVE, Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário, lançou o selo “Máscaras – COVID-19 Aprovado”. Este selo permite aos consumidores e produtores reconhecer o produto ou matérias-primas que foram testadas e validadas por laboratórios acreditados ( Pedro Granadeiro / Global Imagens )

Projeto covid já tem dois meses no Citeve. Foram recebidas 7174 amostras de 1066 empresas distintas.

Já lá vão dois meses desde que o Citeve se juntou ao esforço coletivo nacional de combate à covid-19 e os números são impressionantes. De 1 de abril a 29 de maio, o Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário recebeu 7174 amostras de 1066 empresas distintas. As máscaras comunitárias são, de longe, o artigo que mais envolveu a indústria: há já 863 modelos certificados. Materiais e matérias-primas são 382 os certificados e produtos finais já validados pelo Citeve são 381

. Nestes dois meses, os mais de 100 funcionários do centro envolvidos na iniciativa Citeve // Covid-19 emitiram um total de 5054 relatórios. A taxa de aprovação dos muitos produtos e materiais submetidos tem vindo a melhorar consideravelmente, o que não é de admirar já que praticamente ninguém tinham experiência neste tipo de artigos e o processo foi decorrendo por tentativa-erro. Está hoje nos 32%, em termos acumulados, bem acima dos 5% da primeira semana de abril. E vai continuar a subir porque, nos últimos dias, se situou já acima dos 50%, diz o diretor-geral do Citeve, sublinhando que a “curva de aprendizagem continua a evoluir”.

Braz Costa assume-se como um “eterno insatisfeito” e, por isso, “apesar do muito que foi feito, queríamos ter feito ainda mais”. E apesar das muitas críticas a que o centro tem estado sujeito, pela demora nas análises e na emissão dos certificados, este responsável diz-se “muito orgulhoso” da sua equipa. “Se não houvesse uma mobilização total dos meus colegas, nada disto teria sido possível”, sustenta. Por outro lado, os mais 1626 certificados já emitidos são um “contributo muito importante” para que hoje haja empresas já a trabalhar. “Se hoje as encomendas já começam a chegar, não nos esqueçamos que houve um período em que não havia nada para fazer”, frisa.

Por fim, Braz Costa destaca a experiência acumulada do sector, e do próprio Citeve, em tão pouco tempo. “O conhecimento adquirido em máscaras e dispositivos médicos é um ativo fundamental para o futuro. Acredito que saímos disto com mais alguns trunfos para enfrentar o que aí vier”, sublinha

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