Clima económico e atividade económica chegam a novos máximos em Portugal

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O indicador de clima económico em Portugal aumentou em maio para o valor mais elevado desde setembro de 2010 e o indicador de atividade económica acelerou em abril para o máximo desde o final de 2000, divulgou hoje o INE.

Segundo a síntese económica de conjuntura de maio hoje publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de clima económico “voltou a recuperar em maio, prolongando o perfil ascendente observado desde o início de 2013” e “apresentando o valor mais elevado desde setembro de 2010”.

Já o indicador de atividade económica “acelerou em abril, atingindo o máximo desde o final de 2000, na sequência da trajetória positiva iniciada em junho de 2012”, referem.

Em abril, a informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) revelou “uma diminuição homóloga da atividade económica nos serviços, na construção e obras públicas e na indústria”.

Já o indicador quantitativo do consumo privado apresentou “um crescimento homólogo mais expressivo em abril, refletindo sobretudo o aumento do contributo positivo da componente de consumo duradouro”, e atingiu a taxa máxima desde agosto de 2010.

No mesmo mês, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registou uma diminuição “menos significativa em abril, retomando o perfil ascendente iniciado em março de 2013 e atingindo o valor mais elevado desde julho de 2010”.

Segundo o INE, a evolução deste indicador “refletiu sobretudo o contributo positivo mais expressivo da componente de material de transporte, mas também da componente de máquinas de equipamentos, e o contributo negativo menos intenso da componente de construção”.

Relativamente ao comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações e importações apresentaram variações homólogas de -0,8% e -0,1% em abril (que comparam com 1,5% e 5,5% no mês anterior, respetivamente).

Em maio, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação homóloga mensal de -0,4% (-0,1% em abril), apresentando taxas de -1,2% na componente de bens (-1,0% no mês anterior) e de 0,7% na de serviços, menos 0,3 pontos percentuais (p.p.) do que em abril.

A síntese do INE reporta ainda uma diminuição homóloga do desemprego de 5,8% em abril, o que compara com a redução de 4,4% observada em março. Contudo, sem a utilização das médias móveis de três meses, o desemprego registado nos centros de emprego passou de uma variação homóloga de -16,3% em março para -4,0% em abril.

Em abril, o indicador de emprego dos IPC “manteve o perfil ascendente observado desde fevereiro de 2013, registando uma variação homóloga de -1,5% (2,0% em março) e atingindo a taxa mais elevada desde novembro de 2008.

Em Portugal, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento homólogo em volume de 1,3% de janeiro a março, após a variação de 1,5% no quarto trimestre de 2013, “suspendendo a trajetória crescente observada desde o 2.º trimestre de 2013”.

Já a variação em cadeia do PIB foi de -0,6% no primeiro trimestre (0,5% no último trimestre de 2013), “devido ao contributo negativo mais acentuado da procura externa líquida e da redução do contributo positivo da procura interna”.

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