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Judite de Sousa: Os desafios de uma campanha eleitoral feita por facebook

Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil.  EPA/MARCELO SAYAO
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil. EPA/MARCELO SAYAO

Judite de Sousa relata como acompanhou as eleições brasileiras que, além de um candidato fisicamente ausente, diz ter sido dominada pelas fake news.

Judite de Sousa escreveu o livro Político Esfaqueado ou é Morto ou é Eleito na sequência da cobertura da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, para onde foi destacada como enviada especial da TVI, para acompanhar Jair Bolsonaro, o candidato que tinha vencido na primeira volta, e era apontado como favorito na ronda final. A conhecida jornalista, pivô e diretora-adjunta de informação da TVI, já tinha acompanhado muitas campanhas eleitorais na Europa, em Portugal e noutros países, a última das quais em França, da qual sairia vitorioso Emmanuel Macron.

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Mas, desta vez, Judite de Sousa teve de ser mais criativa. Jair Bolsonaro foi esfaqueado no dia 6 de dezembro numa ação de rua em Minas Gerais, e passou os dias da campanha numa cama de hospital, comunicando através do Facebook. Não houve debates, entrevistas ou declarações. Apenas posts na rede social de Mark Zuckerberg.

Judite de Sousa explica a estratégia que seguiu para garantir conteúdos nos telejornais, numa campanha que, além de um candidato fisicamente ausente, terá sido dominada pelas fake news.

Judite de Sousa revela os bastidores do seu trabalho como repórter durante dez dias no Rio de Janeiro, e reflete também sobre esta nova era em que a informação clássica, nomeadamente a televisiva, deixa de ser determinante para os resultados eleitorais.

“Há académicos que suscitam uma pergunta que nos pode, à partida, num primeiro impulso reflexivo, deixar chocados: representará Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, maior ameaça para as democracias do que Donald Trump ou Jair Bolsonaro?”, escreve Judite de Sousa neste novo livro, editado pela Oficina das Artes.

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