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Coca-Cola investe 120 milhões em Portugal nos próximos cinco anos

O anúncio foi feito por Rui Serpa, o novo country manager da marca em Portugal.

A Coca-Cola vai investir 120 milhões de euros em Portugal nos próximos cinco anos, a uma média de 40 milhões por ano, anunciou o novo country manager da marca em Portugal, Rui Serpa.

Depois de ter investido 5,4 milhões de euros na unidade industrial em 2017, este ano a empresa vai investir 1,5 milhões de euros em oito linhas de produção da fábrica de Azeitão, avançou a marca no dia em que a fábrica da Coca-Cola European Partners recebe a visita do ministro da Economia, Caldeira Cabral, por ocasião do 40º aniversário da Coca-Cola em Portugal.

No espaço de cinco anos (desde 2014 e incluindo o investimento previsto para 2018), o investimento na fábrica de Azeitão ascendeu a 23,9 milhões de euros, avançou a empresa ao Dinheiro Vivo. Desde a semana passada, a Coca-Cola European Partners conta com um novo country manager para Portugal, Rui Serpa, um cargo até agora inexistente na estrutura nacional da empresa e que “vem no seguimento da estratégia global da companhia de reforço da presença no país”, diz a Coca-Cola.

No ano passado, a empresa investiu 5,4 milhões nos produtos Fanta Spiral vidro reutilizável, na remodelação da linha de latas Lisboa e no lançamento das embalagens PET de 1,75 litros. Para este ano, a empresa vai investir 1,5 milhões na nova tampa simplificada para garrafas de PET, na nova garrafa PET Spiral, num projeto de poupança energética e em novas embaladoras para otimização de novos formatos.

Valores muito abaixo do plano de investimento e desenvolvimento para Portugal na ordem de cerca de 40 milhões de euros que chegaram a estar em cima da mesa em 2016, para os próximos anos. No entanto, revelou o Expresso na altura, a empresa decidiu suspender o investimento no país devido à introdução da taxa sobre o açúcar, no Orçamento do Estado para 2017.

O investimento de 40 milhões de euros (em quatro anos) que chegou a ser equacionado pela Coca Cola iria servir para ampliar a fábrica situada no distrito de Setúbal, com a adição de mais 28.000 m2. No final do ano passado, a Coca-Cola admitiu ao Jornal Económico que a fábrica não está a usar toda a sua capacidade de produção (estando a laborar apenas a 80%), podendo ser avaliada a hipótese de aumentar a produção da fábrica para exportar para vários países europeus, a partir de Portugal, o que poderá acontecer já em 2018.

Até agora, o novo imposto sobre as bebidas açucaradas (IABA) já rendeu aos cofres do Estado 69,6 milhões de euros até dezembro de 2017, abaixo dos 80 milhões inicialmente previstos. Tal como o Dinheiro Vivo já tinha anunciado, o governo vai criar um grupo de trabalho para estudar o impacto da taxa do açúcar (também conhecida como fat tax ou “taxa Coca-Cola”) e avaliar a criação de novos escalões, além dos dois já existentes.

As empresas do setor defendem a criação de pelo menos um escalão de bebidas que esteja isento desta taxa. Este grupo vai também medir o efeito do importo na competitividade das empresas nacionais. Em média, com o novo imposto, os preços dos refrigerantes subiram 30% no espaço de um ano.

Através da sua cadeia de valor, a Coca-Cola gera 124 milhões de euros dos movimentos de impostos para o estado (ou seja, 0,20 % do total das receitas fiscais do Estado português). Dado que em 2016 os consumidores portugueses gastaram quase 363 milhões de euros em bebidas da Coca-Cola, por cada euro gasto, 0,65 cêntimos ficaram em Portugal através de receitas destinadas a particulares, empresas e estado.
Por ano, a fábrica de Azeitão (inaugurada em 1978) produz cerca de 250 milhões de litros de bebidas e refrigerantes e tem oito linhas de produção (duas para vidro, duas para PET, duas para latas, e outras duas linhas especializadas). A Coca-Cola já anunciou que quer reduzir em 12% o nível de açúcar na suas bebidas até 2020, através da introdução de novas bebidas e crescimento do segmento light e zero açúcares.

De acordo com um estudo da consultora Steward Redqueen, a contribuição total da estimativa de valor acrescentado da Coca-Cola na economia de Portugal ascende a 237 milhões de euros (0,13 % do PIB total), com um valor acrescentado direto de 16 milhões de euros.

A empresa emprega 420 trabalhadores (111 na fábrica de Azeitão) e gera cerca de 5.140 postos de trabalho indiretos no país. Por isso, diz a empresa é estimado que o impacto total no emprego em Portugal ronde os 5.560 postos de trabalho.

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